Superação da Violência

Para Regina, educação é a saída para enfrentar o feminicídio

“É preciso educar a criança para a não violência; incutir na cabeça dela uma cultura de paz", defendeu a senadora
:: Assessoria da senadora Regina Sousa23 de maio de 2018 17:15

Para Regina, educação é a saída para enfrentar o feminicídio

:: Assessoria da senadora Regina Sousa23 de maio de 2018

A senadora Regina Sousa (PT-PI) manifestou preocupação com os casos de feminicídio no Brasil e, de maneira especial, no Piauí. Em pronunciamento ao plenário, nessa terça-feira (24), ela lembrou que, apenas na semana passada, dois casos mobilizaram e comoveram a opinião pública.

“Eu acho que a gente tem que se juntar. Eu tenho dito sempre que a questão da violência contra a mulher e a questão do empoderamento da mulher também, são bandeiras nossas e precisam ser discutidas com os homens. A gente faz seminários, faz seminários, mas só há mulheres. Não! Temos que levar os companheiros, os namorados, os irmãos, os pais para discutirem essa questão”, enfatizou a senadora.

Ela destacou o esforço do governo do estado, que desenvolveu e já conta com recursos que garantem a solução de todos os casos de feminicídio. O Piauí tem, hoje, delegacias com plantão de gênero, 24 horas à disposição. Também conta com o aplicativo Salve Maria. Apesar de todos esses esforços, em 2017, o Piauí registrou 23 casos de feminicídio.

Para ela, a educação e a discussão do tema em família – primeiro educando as crianças e, depois, conversando com os companheiros – são as melhores maneiras de enfrentar o problema.

“É preciso educar a criança para a não violência; incutir na cabeça dela uma cultura de paz; ensinar que o menino não é melhor que a menina, não pode mais que a menina, não pode bater na irmãzinha. Então, os pais não podem dizer para o menino: “Você é o homem da casa; tome conta da sua irmã!” Porque ele se achará empoderado; para bater inclusive, para castigar. Então, se não houver educação, se as escolas não discutirem”, afirmou.

A senadora lembrou que apresentou projeto que cria os centros de reeducação dos agressores. Ela defende que se não se educarem esses homens enquanto estiverem presos, vão sair da prisão e vão ser agressores de novo. A proposta já foi aprovada pelo Senado e está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Leia também