Relatório

Parlamentares do PT entregam Relatório da Maioria à PF e apontam “ecossistema criminoso” no INSS

Investigações do esquema foram sabotadas pelo comando da CPMI, que ignorou a manifestação majoritária da comissão

Gabriel Paiva / PT na Câmara

Parlamentares do PT entregam Relatório da Maioria à PF e apontam “ecossistema criminoso” no INSS

Bancada petista entregou relatório da maioria ao diretor-geral da PF

Para evitar que o esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas fique impune, parlamentares do PT entregaram na tarde desta terça-feira (07/04) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Relatório da Maioria da CPMI do INSS. O documento, que pede o indiciamento de 130 pessoas, detalha como a estrutura do Estado foi utilizada para consolidar fraudes em descontos associativos.

Coordenador da bancada petista na CPMI, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) classificou o documento como a expressão real da vontade majoritária do colegiado, apesar das manobras da oposição para impedir a votação oficial. “O relatório é muito consistente e detalha todas as mudanças que ocorreram a partir de 2016, 2017 e, principalmente, a partir de 2021, que possibilitaram o escândalo do INSS. Aqui estão as provas dos crimes”, afirmou Pimenta.

O parlamentar criticou duramente a condução dos trabalhos finais pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Republicanos-MG), acusando-o de desrespeitar o Regimento Interno ao não submeter o texto ao plenário nem anexar o relatório às conclusões da comissão.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) reforçou a tese de que houve uma tentativa deliberada de proteger os envolvidos nas fraudes. “O presidente Carlos Viana sabotou os trabalhos da comissão e está blindando envolvidos nas fraudes dos descontos associativos. Por isso viemos à PF e vamos a outros órgãos e ao ministro do STF, André Mendonça”, declarou Santana.

A agenda de entregas continua na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo é que as provas colhidas pela maioria da CPMI, que apontam a responsabilidade direta do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros na fragilização dos controles da Dataprev e do INSS, sirvam de base para inquéritos criminais e ações de ressarcimento ao erário.

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