Educação pública

Mercosul debaterá ensino público por proposta da senadora Fátima

O Parlamento do Mercosul também acatou a proposta da senadora para realizar uma audiência pública para avaliar as políticas para estudantes LGBT
:: Cyntia Campos28 de março de 2017 18:32

Mercosul debaterá ensino público por proposta da senadora Fátima

:: Cyntia Campos28 de março de 2017

O futuro da educação pública nos países do Mercosul será tema de um seminário organizado pelo Parlasul, previsto para o segundo semestre deste ano. A decisão foi tomada na última segunda-feira (27), quando Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Esporte daquela instância aprovou a proposta da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), integrante do colegiado.

O seminário promovido pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul) abordará temas como a realidade educacional e indicadores sociais dos países membros do bloco, a legislação educacional no Mercosul e a valorização dos profissionais de Educação.

O Parlasul, órgão legislativo dos países integrantes do Mercosul, esteve reunido na última segunda-feira em sua 45ª Sessão Ordinária, em sua sede, em Montevidéu, Uruguai. Representantes dos parlamentos do Brasil, Argentina, araguai, Uruguai e Venezuela compõem essa instância. Os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Fátima Bezerra (RN) integram a representação brasileira.

Parlasul bancada brasileira

Foto: Divulgação

Situação dos LGBT
Também a pedido de Fátima, a Comissão de Educação do Parlasul aprovou a realização de uma audiência pública para discutir as experiências exitosas adotadas nas escolas do Brasil, Chile e Uruguai, no que diz respeito ao combate à violência contra estudantes LGBT.

Para essa reunião, serão convidados representantes dos governos membros do Mercosul e organizadores da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional com Adolescentes e Jovens LGBT, realizada em 2016 em seis países – Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Colômbia.

Segundo a pesquisa, 60% dos estudantes disseram se sentir inseguros na escola no último ano em razão de sua orientação sexual; 73% foram agredidos verbalmente; e 36% chegaram a ser agredidos fisicamente.

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