Pensadores refletem como se pretende golpear a democracia no Brasil

:: Da redação16 de agosto de 2016 11:58

Pensadores refletem como se pretende golpear a democracia no Brasil

:: Da redação16 de agosto de 2016

Com a assinatura de vinte acadêmicos, ativistas, escritores e até mesmo um Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Perez Esquivel, está sendo lançado em Buenos Aires, a capital argentina, o livro “Golpe em Brasil – genealogia de uma farsa” (“Golpe no Brasil – genealogia de uma farsa”).

Patrocinado pelo Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO), fundada em 1967, e pela Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho da Argentina, e impresso pela editora Octubre, de Buenos Aires, o livro com 213 páginas, traz textos abordando todas as consequências nefastas que o golpe provocará na democracia brasileira e, particularmente, nas classes mais baixas da sociedade. Eles são os que pagarão com a perda de direitos –se o golpe vencer.

Além de textos de vários dos pensadores mais influentes do campo da esquerda no Brasil, América Latina e Estados Unidos, “Golpe no Brasil – genealogia de uma farsa” traz ainda as duas entrevistas que o jornalista Glenn Greenwald, vencedor do Prêmio Pulitzer de jornalismo em 2014, o mais cobiçado por jornalistas do mundo inteiro, realizou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta afastada Dilma Rousseff.

Os textos escolhidos para o livro foram publicados enquanto os acontecimentos se desenvolviam em Brasília – e, em todos eles, procura-se compreender o que levou ao Brasil ao quadro de ruptura democrática.

Organizado pelo secretário-executivo da CLACSO, Pablo Gentili, o livro traz artigos do próprio Gentili e de Eduardo Fagnani, Perry Anderson, Amy Goodman, Paulo Kliass, Frei Betto, Cuauhtémoc Cárdenas, Michael Löwy, Adolfo Pérez Esquivel, Luiz Gonzaga Belluzo, João Feres Júnior, Immanuel Wallerstein, Leonardo Boff, João Pedro Stédile, Elodie Descamps, Tarik Bouafia, Raúl Zibechi, Pedro Paulo Zahluth Bastos, Guilherme Santos Mello, Mark Weisbrot e Boaventura de Sousa Santos.

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