Pimentel: PEC 55 seria rejeitada em referendo e senadores sabiam

:: Assessoria do senador José Pimentel30 de novembro de 2016 00:12

Pimentel: PEC 55 seria rejeitada em referendo e senadores sabiam

:: Assessoria do senador José Pimentel30 de novembro de 2016

Foto: Alessandro Dantas 29 de novembro de 2016/ 22h24   O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou, na noite desta terça-feira (29/11), que “a maioria dos senadores não aceita o referendo popular sobre a proposta de emenda constitucional 55 porque sabe que a sociedade a rejeitaria”, disse. A PEC 55 congela investimentos públicos no país por 20 anos, prejudicando áreas como saúde, educação, previdência e assistência social.   A manifestação de Pimentel ocorreu durante a sessão de votação da proposta no Senado, em primeiro turno. Em seu pronunciamento, Pimentel voltou a afirmar que o objetivo da PEC 55 não é conter gastos, mas, sim, impor uma reforma constitucional nos artigos que protegem os mais pobres. “Nós temos o direito de fazer escolhas para tirar o país da crise econômica. O que não é justo é que sejam, exclusivamente, os mais pobres que vão pagar esta conta”, ponderou.

 

O senador lançou um desafio aos parlamentares que defendem a PEC 55. “Se a PEC não retira recursos da saúde e da educação, vamos excluir do texto a parte que suspende os efeitos daqueles artigos que representam o legado constitucional de 1988”, disse.

 

Pimentel também informou que apresentou emenda excluindo a política de valorização do salário mínimo do teto de despesas públicas. “Minha emenda foi rejeitada na comissão e aqui no plenário não tem qualquer espaço político para retirar o salário mínimo desse arrocho previsto por 20 anos”, considerou.

 

O senador encerrou seu pronunciamento afirmando que a “PEC da Maldade” faz parte de um conjunto de propostas do governo Temer que tem objetivo de prejudicar os mais pobres para manter os benefícios aos mais ricos. Pimentel citou como exemplo o plano de reestruturação do Banco do Brasil. “A maioria das agências que serão fechadas estão nas capitais e nas grandes cidades, que concentram a maioria das micro e pequenas empresas. Com isso, o governo Temer inviabiliza o acesso ao crédito para esse setor e para os mais pobres”, concluiu.   A votação do texto principal e dos destaques, em primeiro turno, deverá ser concluída na madrugada do dia 30/11.   Fonte: Assessoria de imprensa do senador José Primentel

 

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