População pode opinar por melhoria no saneamento básico

Uma das metas é erradicar lixões até 2014. Distribuição de água deverá chegar a 98% do território em 2030.

:: Da redação26 de julho de 2012 12:51

População pode opinar por melhoria no saneamento básico

:: Da redação26 de julho de 2012

A proposta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), formulado e coordenado pelo Ministério das Cidades, entra em sua fase final. Por meio de uma consulta pública, a população poderá apresentar sugestões para melhorar o sistema de saneamento

Iniciado em 2008, o plano orienta a melhoria do saneamento básico no Brasil nos próximos 20 anos, definindo metas e objetivos de curto, médio e longo prazos, além de definir procedimentos de avaliação da eficácia das estratégias. Entre as principais propostas estão a instalação de unidades hidrossanitárias em todo o território nacional até 2030, abastecimento de água potável em áreas urbanas e rurais das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste e erradicação dos lixões e vazadouros até 2014.

De acordo com Viviana Simon, diretora do Departamento de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, qualquer pessoa pode participar da consulta pública. “O cidadão pode apresentar suas emendas que serão divididas por temas. Essas emendas deverão ter uma justificativa para que possam ser validadas e, passado o período de apuração, serão avaliadas”, disse.

A diretora avalia que, até o ano de 2030, o abastecimento de água potável chegará a 98% do território nacional, 88% do esgoto passarão a ser tratados e 100% dos resíduos sólidos serão coletados. Segundo o Ministério das Cidades, para que essas metas sejam concretizadas será preciso um investimento de cerca de R$ 420 bilhões.

As sugestões poderão ser enviadas para o site do Ministério, onde está disponível um sistema criado especificamente para a consulta e que estará disponível por 40 dias. Depois disso, técnicos do ministério terão 30 dias para avaliar as propostas enviadas para que uma nova versão do Plansab seja formulada e apreciada pelos Conselhos Nacionais de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Saúde e das Cidades. Após esse período, a proposta será analisada pelo ministro Aguinaldo Ribeiro para que seja sancionada pela presidenta Dilma Rousseff.

Agência Brasil

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