Traição nacional

Privatização da Eletrobras é aumento de tarifas e apagão

Para Lindbergh, "estão, na verdade, destruindo a nossa possibilidade de construir um desenvolvimento autônomo no nosso País"
:: Fernando Rosa24 de agosto de 2017 16:12

Privatização da Eletrobras é aumento de tarifas e apagão

:: Fernando Rosa24 de agosto de 2017

“O país não vai ter mais o controle sobre o preço, a decisão vai ser privada” afirma o economista Jorge Mattoso, em matéria publicada pelo portal Rede Brasil Atual, alertando para a venda da Eletrobras. A constatação desmascara a falsa informação martelada pela mídia de que haverá “queda das tarifas” com a privatização da empresa. Ao contrário, assim como durante o governo FHC, o resultado será um salto nas tarifas e um alto risco de um novo apagão de energia. Para Mattoso, “não teremos mais a capacidade de planejar a produção e distribuição de energia”.

Eletrobras

Imagem: Eletrobras

  • As usinas da Eletrobras vendem a energia mais barata do país. O preço cobrado pela Eletrobras é menos de 1/4 do preço praticado no mercado. Essa energia barata representa cerca de 15% do total de energia elétrica gerada no país.

“Na Eletrobras, a gente sabe o que vai significar essa privatização: insegurança energética, possibilidade de novos apagões e aumento do preço da energia”, denuncia o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do PT no Senado. “Eu confesso que estou impressionado com a voracidade deste Governo em entregar o nosso patrimônio nacional”. Para Lindbergh, “estão, na verdade, destruindo a nossa possibilidade de construir um desenvolvimento autônomo no nosso País”.

A privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil, confirma a presidente Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas de Energia, em artigo publicado no site do PT no Senado. A medida “submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes”, diz ele. “Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC”, adverte.

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