Programa de Aquisição de Alimentos faz crescer número de cooperativas rurais

:: Da redação26 de julho de 2013 17:35

Programa de Aquisição de Alimentos faz crescer número de cooperativas rurais

:: Da redação26 de julho de 2013

De 2009, quando foram destinados R$ 29,7
milhões, para 2012, quando os recursos atingiram
cerca de R$ 135,2 milhões, o crescimento chegou
a 335%

O Programa de Aquisição de Alimentos, do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), tem promovido uma verdadeira revolução no campo. De acordo com recente estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), somente entre os assentados da reforma agrária do País, o número de trabalhadores que acessaram o PAA passou de 7,7 mil, em 2009, para 30,6 mil, em 2012. Ainda de acordo com a Conab, também foi registrada, no período de quatro anos abrangido pela pesquisa, uma expansão ainda maior que 300% nos valores liberados. De 2009, quando foram destinados R$ 29,7 milhões, para 2012, quando os recursos atingiram cerca de R$ 135,2 milhões, o crescimento chegou a 335%.

Um exemplo dessa mudança no campo vem do município de Ocara, distante 101 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Nessa cidade, por exemplo, a Cooperativa Agroindustrial do Assentamento Che Guevara (Copac) dedica-se a uma atividade específica. Os agricultores familiares que lá trabalham, em sua maioria mulheres e jovens, cortam e raspam o excesso de casca da castanha de caju.

Da Copac, o produto é levado para outro estabelecimento, a Central de Cooperativas Copacaju, que também recebe a produção de outras cooperativas cearenses. Na Copacaju, a castanha é assada e, em seguida, embalada para comercialização.

É dessa maneira que os trabalhadores rurais que moram em Ocara e no município vizinho de Pacajus ganham a vida, cuja qualidade melhorou significativamente. E isso ocorreu depois que o Governo Federal, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos passou a garantir preço e mercado para o produto.

Na Copac, segundo o diretor comercial do empreendimento, Raimundo Pereira da Silva, o PAA também gerou grandes transformações. “De 2011 para 2013, o número de sócios saltou de 28 para 60, um crescimento de mais de 114%. E a maior parte dessas cooperativas é de famílias que vivem exclusivamente disso. O PAA, sem dúvida, melhorou bastante a vida da gente que vive no campo”, diz ele.

Raimundo Pereira destaca que o programa ajudou não apenas no crescimento do número de cooperativas. “Um detalhe importante é que os agricultores familiares passaram a viver de um produto típico da região e a um preço mínimo que permite uma comercialização justa e a sobrevivência de todos”, explica.

Raimundo Pereira prevê que os resultados do PAA entre os assentados, agricultores familiares, quilombolas e demais povos tradicionais atendidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) possam ser ainda maiores, à medida que o programa se torne ainda mais conhecido e que o trabalho de assistência técnica e extensão rural (Ater) seja intensificado e aperfeiçoado. “O que pode ocorrer já a partir da criação da nova agência, a Anater, anunciada pelo MDA”, comemora.

Com informações do Blog do Planalto e do MDA

Foto: www.jornalnanet.com.br 

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