Projeção para crescimento do PIB estabiliza e fica em 2,28%

:: Da redação29 de julho de 2013 17:17

Projeção para crescimento do PIB estabiliza e fica em 2,28%

:: Da redação29 de julho de 2013

Depois de dez quedas seguidas, a projeção para o crescimento da economia, este ano, estabilizou-se em 2,28%, de acordo com estimativa feita por bancos consultados semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2014, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou estável em 2,60%, assim como a previsão para a expansão da produção industrial: 2,10% para este ano e 3%, em 2014.

A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue em 35% para este e foi ajustada de 34,90% para 35%, no próximo ano. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 2,24 para R$ 2,25, no final de 2013, e segue em  R$ 2,30, ao fim de 2014.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 5,85 bilhões para US$ 5,70 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 8,92 bilhões, em 2014. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi alterada de US$ 75 bilhões para US$ 76,15 bilhões, este ano, e de US$ 80 bilhões para US$ 79,5 bilhões, em 2014.

Em relação ao investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) a projeção foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Inflação se mantém em 5,75%

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,75%, este ano, segundo os bancos consultados pelo BC. O percentual é o mesmo apurado na semana passada. Para 2014, a projeção subiu de 5,87% para 5,88%. As estimativas dos bancos estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%.

Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, ao final deste ano, essa taxa estará em 9,25% ao ano. Para o fim de 2014, a expectativa foi ajustada de 9,38% para 9,25%.

A pesquisa do BC também traz a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que 4,57% para 4,66%, este ano, e de 5,35% para 5,43%, em 2014.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,94% para 4,90%, este ano, e mantida em 5,5%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeções foi alterada de 5% para 4,94%, em 2013, e mantida em 5,50%, no próximo ano.

Com informações da Agência Brasil

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