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PT pede quebra de sigilo de empresas do esquema de Bolsonaro

Representação foi protocolada no Ministério Público Eleitoral e pede a quebra do sigilo no esquema de envio de mentiras pelo whatsapp
:: PT na Câmara6 de dezembro de 2018 09:59

PT pede quebra de sigilo de empresas do esquema de Bolsonaro

:: PT na Câmara6 de dezembro de 2018

Um grupo de parlamentares da Bancada do PT na Câmara protocolou ontem (5), no Ministério Público Eleitoral, representação em que pedem a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático de empresas e pessoas físicas envolvidas em um mega esquema de envio em massa de mentiras pelo aplicativo WhatsApp nas últimas eleições, em defesa do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL). Cópia da representação foi enviada também ao diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Na representação, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e os deputados Henrique Fontana (RS), Luizianne Lins (CE), Paulo Teixeira (SP) e Wadih Damous (RJ) referem-se a novas denúncias publicadas pela imprensa sobre empresas que usaram telefones e CPFs de terceiros, de forma fraudulenta, para o envio das mensagens pró-Bolsonaro, com o impulsionamento de notícias falsas contra o PT e seu candidato à Presidência da República, Fernando Haddad.

Na representação, apontam-se vários crimes tipificados no Código Eleitoral e na legislação penal, por afronta às livres e autênticas manifestações públicas em redes sociais por pessoais reais, legitimas e identificáveis. O esquema criminoso tinha o propósito de manipular a opinião pública com perfis falsos, a fim de “sabotar o debate na esfera pública para direcionamento massificado de conteúdos” favoráveis o então candidato Jair Bolsonaro.

“Pela gravidade da prática verificada, há necessidade de realização urgente de investigações”, denunciam os parlamentares. Segundo eles, a apuração do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal poderá levar à punição de empresas e pessoas físicas que sabotaram o processo eleitoral, “para desequilibrar o resultado válido da vontade popular soberana”.

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