Receita dos serviços aponta crescimento de 8,3% no ano

Contra as previsões dos “pessimistas adversativos”, que insistem em não ver o País real, economia continua dando sinais positivos. Alta no faturamento de serviços voltados para as familias reflete maior renda

:: Da redação17 de outubro de 2013 12:42

Receita dos serviços aponta crescimento de 8,3% no ano

:: Da redação17 de outubro de 2013

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) que apontou crescimento da receita do setor de 8,3% no acumulado de janeiro a agosto deste ano. Na comparação com o mesmo mês de 2012, a alta foi de 8,6% e em relação entre agosto de 2013 e agosto de 2012, a receita dos serviços cresceu 6,6%. A PMS é um indicador que mede o desempenho do setor de serviços no Brasil, das atividades empresariais não financeiras. 

As receitas do setor de serviços de transporte aéreo tiveram o melhor desempenho em agosto, com as receitas crescendo 22,1%, em parte por causa dos reajustes das passagens. No ano, este segmento acumula alta de 17% em suas receitas e em doze meses, terminados em agosto, de 15,3%. O pior desempenho em termos de receitas ficou por conta dos serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias. As receitas caíram 0,8% em agosto, ante um crescimento de 4,9% verificado em julho. No ano, as receitas cresceram apenas 3,5% e em doze meses, 2,7%. Esse resultado pode ser atribuído à onda de demissões e a queda na qualidade dos serviços oferecidos.

Os serviços prestados às famílias tiveram o segundo melhor resultado, com as receitas apresentando um crescimento de 11,3% em agosto quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Os serviços técnico-profissionais que agregam os trabalhos intensivos em conhecimento cresceram 6,2% e os serviços administrativos complementares, que incluem mão-de-obra intensiva, cresceram 6,8%, contribuindo, em termos absolutos, para o resultado final.

De acordo com a pesquisa, em agosto o Amapá foi a única unidade da federação onde a receita de serviços não ficou positiva. Caiu 1,7%. Quanto às demais unidades, destaque para o crescimento do setor de serviços em Mato Grosso (20,6%); Distrito Federal e Tocantins (ambas com 15,2%); Alagoas (14,7%) e Mato Grosso do Sul (13,9%).

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