Reforma agrária vai injetar R$ 3,4 bi na economia em 2013

Municípios que estreitarem relações com o Incra terão prioridade no investimento.

:: Da redação31 de janeiro de 2013 17:54

Reforma agrária vai injetar R$ 3,4 bi na economia em 2013

:: Da redação31 de janeiro de 2013

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Produção de mudas em assentamento
de reforma agrária no Triângulo Mineiro

As ações federais em programas como o Minha Casa, Minha Vida no campo, Água para Todos, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), assistência técnica e infraestrutura – todas relacionadas à reforma agrária –

vão injetar na economia R$ 3,4 bilhões. Desse total, R$ 2,5 bilhões virão do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“O assentamento é uma comunidade que vive dentro do município e aqueles que nos apoiarem nessa integração terão prioridade nos investimentos do Incra”, disse o presidente do Instituto, Carlos Guedes de Guedes, aos participantes do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. Ele deixou claro que as prefeituras que estabelecerem parcerias para o desenvolvimento da reforma agrária terão prioridade nos investimentos.

As novas diretrizes do Instituto, baseadas na integração de políticas públicas do Governo Federal, permitiu ao Incra ampliar o volume de recursos destinados à reforma agrária em 2013. Guedes destacou o auxílio das prefeituras beneficiadas com retroescavadeiras ou motoniveladoras por meio do PAC Equipamentos na abertura e conservação de estradas em assentamentos.

Uma das metas, segundo ele, é abrir ou recuperar ao longo do ano cerca de 5 mil quilômetros de estradas em áreas de reforma agrária.

Outra medida anunciada por Guedes é transformar as Unidades Municipais de Cadastramento (UMCs) das prefeituras em Salas da Cidadania, nos moldes das que já existem nas superintendências regionais da autarquia. “Para isso, já estamos desenvolvendo um sistema informatizado. Pretendemos investir para que os municípios recebam computadores e um técnico para que as famílias assentadas não tenham que fazer grandes deslocamentos”, completou.

Com informações do Em Questão

Foto: Marina de Fátima Vilela/Embrapa

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