Debate

Regina Sousa debate mulheres na política em Porto Alegre

Senadora participa do Fórum dos Grandes Debates da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
:: Assessoria da senadora Regina Sousa22 de maio de 2017 11:29

Regina Sousa debate mulheres na política em Porto Alegre

:: Assessoria da senadora Regina Sousa22 de maio de 2017

A senadora Regina Sousa (PT-PI) está entre as três parlamentares escolhidas pela Assembleia Legislativa de Porto Alegre (RS) para abrir a primeira edição deste ano do Fórum dos Grandes Debates. Em debate,  Os desafios nos espaços da política. Além da parlamentar piauiense, estarão presentes a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e a senadora uruguaia Constanza Moreira, da Frente Ampla. O debate acontece nesta segunda-feira (22), às 18h30, no Teatro Dante Barone.

O Fórum dos Grandes Debates pretende apresentar visões diferentes sobre o poder. Também estarão em discussão as mulheres e os eixos de empoderamento que passam pela política e a violência contra a mulher.

Vale lembrar que  a própria Assembleia Legislativa de Porto Alegre somente no ano passado teve sua primeira mulher na presidência. Portanto, “promover o empoderamento implica mudanças no dia a dia da sociedade e que afetam diretamente a vida e o direito das mulheres”, destaca  o presidente da Casa, Edegar Pretto (PT).

Mulheres no Poder

A senadora Regina Sousa, do PT, acumula a vivência sindical desde os 28 anos. De origem rural e vinculada às trabalhadoras quebradeiras de coco, aos 64 anos cumpre o primeiro mandato no Senado Federal, depois de exercer o cargo de secretária de Administração do Piauí, durante os dois mandatos do governador petista Wellington Dias (2003 a 2010). Fundadora do Partido dos Trabalhadores, presidiu o partido e, em 2010, foi eleita suplente do senador Wellington Dias. Assumiu o mandato no Senado em janeiro de 2015, quando Wellington afastou-se para governar o Piauí. Na década de 80, Regina organizou a Central Única dos Trabalhadores no Estado e participou da direção nacional da CUT. É funcionária aposentada do Banco do Brasil e formada em Letras pela Universidade Federal do Piauí.

Aos 54 anos, a uruguaia Constanza Moreira cumpre, desde 2010, o mandato de senadora pelo agrupamento político de esquerda Frente Ampla. Ela foi a primeira mulher do vizinho país a disputar pré-candidatura à presidência da República com apoio de forças políticas da esquerda uruguaia, disposta a aprofundar as mudanças praticadas no país pela Frente Ampla, há 15 anos no poder. A doutora em Ciências Políticas participou, no ano passado, da disputa interna com o médico Tabaré Vásquez, presidente do primeiro ciclo de poder da frente política, em 2005, e eleito o sucessor de José Mujica em 2016. No Uruguai, os presidentes cumprem mandato de cinco anos e é vedada a reeleição. Constanza Moreira nasceu em Montevidéo, estudou Letras e Filosofia na Universidade da República, e Sociologia no Centro Latinoamericano de Economia Humana (CLAEH). É doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e foi a primeira mulher a dirigir o Instituto de Ciência Política da Universidade da República. É autora de três livros e publica artigos acadêmicos em livros e revistas. Esteve presente nos meios de comunicação do Uruguai como analista política desde 1998. Sempre foi vinculada à militância política, mas somente em 2007, por indicação de José Mujica, disputou a presidência da Frente Ampla e, depois, foi eleita senadora.

Militante parlamentar desde 1987, quando foi eleita deputada para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, 57 anos, acumula seis mandatos, cinco deles como deputada federal pelo Rio de Janeiro. Médica cardiopediatra, construiu na luta estudantil e sindical o vínculo político com o PCdoB ainda na clandestinidade do regime militar. Dirigente da associação de médicos residentes e dos médicos do Rio de Janeiro, Jandira assumiu o primeiro mandato federal em 1991 e foi reeleita três vezes consecutivas até 2007. Foi secretária do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Niterói e disputou duas vezes a Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2008 e 2016. Retornou à Câmara Federal em 2011 e foi reeleita em 2014. Deputada constituinte em 1988, Feghali deu voto favorável, em 1992, como relatora da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, ao substitutivo que facultava à mulher o direito de fazer aborto até o terceiro mês de gravidez. O substitutivo, porém, não foi aprovado. Defende o Sistema Único de Saúde (SUS), a luta dos profissionais da saúde pública e relatou projetos instituindo piso salarial, jornada e condições de trabalho para enfermeiros e técnicos auxiliares de enfermagem. Participa dos movimentos nacionalistas que defendem a soberania nacional e a manutenção do patrimônio público, como a Petrobras.

Com informações da Assembleia Legislativa de Porto Alegre.

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