crescimento da miséria

Sem auxílio, Bolsonaro empurra 27 milhões para extrema pobreza

No início do ano, 12,8% da população passou a viver com menos de R$ 246 por mês, segundo dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnads) Contínua e Covid-19. Sem vacinas a curto e médio prazo nem um pacote de estímulos à economia, quadro de miséria será agravado, especialmente entre os jovens
:: Agência PT de Notícias1 de fevereiro de 2021 15:36

Sem auxílio, Bolsonaro empurra 27 milhões para extrema pobreza

:: Agência PT de Notícias1 de fevereiro de 2021

O desastre econômico provocado pelo presidente Bolsonaro e o ministro da Paulo Guedes dizimou conquistas sociais dos tempos de Lula e Dilma na Presidência e trouxe a fome e a miséria de volta ao cotidiano dos brasileiros. Com o fim do auxílio emergencial, nada menos do que 27 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza extrema, um índice maior do que o registrado em 2011.

Segundo dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnads) Contínua e Covid-19, da FGV Social, cerca de 12,8% da população passou a viver com menos de R$ 246 por mês. Com a piora do quadro sanitário e sem uma perspectiva de uma campanha de vacinação a curto e médio prazo, muito menos um pacote de estímulo à economia, o massacre contra as populações mais vulneráveis deverá aumentar e produzir mais miséria.

“O efeito negativo da pandemia sobre a renda dos mais pobres já tenderia a ser prolongado levando-se em conta a recuperação difícil que o Brasil tem à frente (quase sem espaço no Orçamento público para novas rodadas de auxílio emergencial), o aumento das mortes pela Covid-19 e o atraso no planejamento da vacinação”, descreve reportagem da ‘ Folha de S. Paulo’, publicada neste sábado (30).

Além disso, os jovens também serão prejudicados em função da perda do ano letivo nas escolas, principalmente da rede

pública. Segundo a FGV, cada ano de ensino pode corresponder a um ganho de 15% no salário futuro e aumenta em 8% as chances do jovem ser contratado para um emprego.

Como a redução das atividades nas escolas particulares foi menor do que na rede pública, haverá um aumento da desigualdade entre ricos e pobres por região, aponta a Fundação.

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