Requerimento do PT

Senado vai debater corrupção envolvendo Globo e Fifa

Caso representantes da emissora não compareçam, Partido dos Trabalhadores pode pedir abertura de CPI
:: Carlos Mota28 de novembro de 2017 16:18

Senado vai debater corrupção envolvendo Globo e Fifa

:: Carlos Mota28 de novembro de 2017

O Senado vai debater o caso de pagamento de propina da Rede Globo para obter direitos de transmissão de torneios esportivos junto à Fifa. Um requerimento neste sentido, apresentado pelo líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Casa, nesta terça-feira (28).

O caso foi revelado pelo ex-diretor executivo da empresa Argentina Torneos Y Competência, Alejandro Burzaco. Ele afirma que a Globo, juntamente a Televisa e sua própria empresa, Torneos e Competencias, pagaram juntas 15 milhões de euros na compra dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além de edições das Copas Libertadores da América e Sul-Americana.

Serão convidados para a audiência o ex-executivo da emissora responsável por negociar direitos esportivos, Marcelo Campos Pinto; um representante da Rede Globo e um representante do Ministério Público Federal.

Lindbergh Farias destacou que a ideia é realizar a audiência ainda este ano na CCT. No entanto, ele afirmou que há possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso.

“Se os representantes da Rede Globo decidirem não participar do debate, estamos estudando a possibilidade de recolhermos assinatura para a criação de uma CPI”, disse o senador petista, destacando ainda que o pedido de esclarecimentos sobre o caso é o mínimo que o Congresso pode fazer.

Na semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou uma denúncia contra a Rede Globo ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O pedido foi assinado pelo PT, PDT e PSOL, siglas que também entraram com uma representação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em que acusa o Grupo Globo de ter ferido a lei de Defesa da Concorrência no caso Fifa.

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