Senadores do PT comemoram êxito das gestões petistas

Humberto Costa destacou o reconhecimento internacional das conquistas sociais no Brasil.

:: Da redação26 de fevereiro de 2013 20:22

Senadores do PT comemoram êxito das gestões petistas

:: Da redação26 de fevereiro de 2013

Trinta e três anos de partido, dez anos no Governo e vinte anos de existência no estado do Acre. Todos esses aniversários foram lembrados em plenário, nesta terça-feira (26) por senadores petistas. O senador Jorge Viana (AC) falou das duas décadas em que o partido nasceu, cresceu e se tornou uma das mais importantes forças políticas em seu estado. Eduardo Suplicy (SP) recordou os dez anos de avanços promovidos pelos governos democráticos e socialistas. Humberto Costa (PE) lembrou os avanços que já foram reconhecidos, inclusive, fora do Brasil, como a estabilidade econômica, a criação de novos postos de trabalho e as conquistas sociais que resultaram na drástica redução da miséria.

“Se hoje o PT estabelece comparações,
não é porque nós estamos olhando pelo
retrovisor. É para constatar que a
realidade mudou”

“Não adianta o surgimento dos discursos de desconstrução, a quererem mostrar ao povo brasileiro um País que não mais existe, porque a população, os trabalhadores, o povo, as mulheres, os empresários, todos os segmentos sabem que mudou e mudou de maneira bastante profunda. Esses discursos não conseguem dialogar com a realidade e, por essa razão, não conseguem surtir os efeitos que desejavam”, atestou Humberto.

Ao citar os indicadores que falam, especialmente em redução da desigualdade, o senador pernambucano falou que a comparação é inevitável porque mostrando os números é que constatam os avanços sociais e a estabilidade econômica. “São muitos e muitos dados que apontam para uma mudança profunda da nossa realidade. É óbvio que nós não vamos ficar olhando para trás. Se hoje o PT, se hoje o Governo estabelece comparações, não é porque nós estejamos vinculados ao passado ou olhando pelo retrovisor. Não; é para constatar que a mudança aconteceu, que a realidade mudou”.

Humberto disse, no entanto, que o momento também é de olhar para frente e pensar nos desafios que ainda existem. “Até porque, quando uma necessidade básica é atendida, uma outra necessidade surge. Aqueles que estavam na miséria até há pouco tempo, agora, querem melhores serviços públicos, a perspectiva de ingressarem numa universidade, de terem empregos melhor remunerados. E aqueles que ainda estão nessa situação sabem que dela vão sair e, por isso, querem mais do que aquilo que foi colocado até agora”, destacou.

Humberto queixou-se da falta de projeto da oposição: “Não surge uma única palavra ou uma única proposta que nos diga o que fazer para que o Brasil possa crescer com mais rapidez ou como nós podemos incluir de forma definitiva e, acima de tudo, dar condição de cidadania àqueles que ainda vivem na miséria ou àqueles que, agora, estão saindo dela. Não há uma proposta que fale de educação, que fale de saúde, que fale de política externa, que fale de inclusão sócia”, listou

Social

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“Desejo enfatizar, sobretudo, a exitosa
política de combate à extrema pobreza
e a ampliação do bem-estar social e
econômico”

Antes, logo no início da sessão, o senador Eduardo Suplicy também falou da oportunidade de listar os avanços dos governos petistas. “Há muito que comemorar nesse período. O PT promoveu grandes avanços na melhoria da condição de vida da população brasileira e na condução da política econômica”, recordou Suplicy, destacando o novo modelo econômico e social pautado pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estabilidade de preços e o combate à fome e às desigualdades sociais.

“Desejo enfatizar, sobretudo, a exitosa política de combate à extrema pobreza desse período e a ampliação do bem-estar social e econômico que foi aprimorada pelo presidente Lula e intensificada pela presidenta Dilma”, afirmou Suplicy. A desigualdade de renda brasileira atingiu o menor nível da série histórica, iniciada em 1960. Além disso, o artigo aponta queda de 47% na mortalidade infantil, aumento de três anos na expectativa de vida, e queda de 58% na pobreza entre 2003 e 2011.

O senador atribui os números ao programas Bolsa Família e o Brasil sem Miséria e lembrou o anúncio recente, pela presidente Dilma Rousseff, de uma extensão da complementação de renda para as famílias. Para o senador, o desafio agora é identificar e incluir no cadastro único do governo todas as pessoas que vivem na extrema pobreza no Brasil e ainda são invisíveis ao poder público.

20 anos de PT no Acre

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O PT chegou à prefeitura de Rio Branco com
Viana eleito pelo partido

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana, enfatizou os 33 anos do partido e também celebrou os 20 anos da chegada do PT à prefeitura de Rio Branco. “No Acre, nesses 33 anos da história do Partido dos Trabalhadores, por pelo menos 16 anos, nós estivemos conduzindo, graças a esse Partido, os destinos do povo de Rio Branco e do Estado”, emocionou-se.

Recordando sua primeira gestão como prefeito de Rio Branco, Viana disse que um dos aspectos mais importantes foi a consolidação de um trabalho de equipe. “Nós criamos um time, um grupo de pessoas dedicadas, honestas, competentes, nós criamos uma espécie de escola de Governo. E, com o aval da população de Rio Branco, conseguimos fazer de Rio Branco, a capital do Acre, uma das cidades que caminham para ser uma cidade sustentável na Amazônia brasileira”, comemorou, lembrando que, encerrado o tempo de comandar a prefeitura, ele assumiu o governo do estado, que hoje tem, no comando, o terceiro governador petista: Tião Viana.

“Se quiser falar de referência, de indicadores sociais, econômicos, de mudanças que bons governos e prefeituras podem fazer, o Acre tem de estar nesse debate”, completou.

Fotos: Agência Senado 

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