Senadores petistas destacam discurso de Dilma

:: Da redação22 de setembro de 2011 14:37

Senadores petistas destacam discurso de Dilma

:: Da redação22 de setembro de 2011

Humberto, Ângela e Marta se orgulharam de Dilma ser a primeira mulherer a abri a reunião da ONU e chamaram atenção para a ousadia de sua fala.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) e as senadoras Ângela Portela (PT-RR),   Marta Suplicy (PT-SP) destacaram, em pronunciamento no plenário nessa quarta-feira (21/09), o discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral da ONU.

Humberto lembrou a abordagem firme da presidenta sobre os desafios políticos, econômicos e sociais do Brasil e do mundo e destacou que, num momento tão especial, Dilma “ousou propor soluções”. Ângela destacou que o discurso da presidenta é “histórico para as mulheres ao redor do mundo, não apenas pelo ineditismo, mas também por ser a expressão de uma nova condição feminina, uma condição de protagonismo nas ações políticas, econômicas, culturais e sociais em muitos países”.  E Marta também falou sobre o orgulho de ver uma mulher abrindo a assembleia: “Nossas meninas, nossas adolescentes, que veem uma mulher presidindo o Brasil, uma mulher que está abrindo a Assembleia da ONU, uma mulher que está indo tão bem. Essas meninas que antes tinham que perguntar: ‘A mulher pode ser presidente?’ agora estão vendo que não só podem, mas as mulheres conseguem fazer uma bela Presidência” , disse .

O líder disse que Dilma reforçou para o mundo que o crescimento econômico do Brasil ocorreu juntamente com uma política social justa. “Em seu discurso, ela mostrou o comprometimento do Brasil com o controle de gastos públicos, mas sem prejudicar o êxito das políticas sociais, nem o ritmo de investimento”, reforçou o líder.

“Isso de fato tem ocorrido no Brasil. Quando 40 milhões de brasileiros saem da pobreza, pode ter certeza que a mortalidade infantil é reduzida. Muitas crianças e adultos morriam de doenças decorrentes da pobreza”, destacou Humberto, que foi ministro da Saúde no início do governo Lula .

 Ele lembrou que o Brasil está entre os 16 países em condições de atingir a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, três anos antes da data limite fixada pela Organização das Nações Unidas (ONU).  “O declínio da mortalidade infantil no Brasil é resultado do aumento da cobertura vacinal da população, uso da terapia de reidratação oral, aumento da cobertura do pré-natal, ampliação dos serviços de saúde, redução contínua da fecundidade, melhoria das condições ambientais, aumento do grau de escolaridade das mães e das taxas de aleitamento materno.”

Entre as principais ênfases sobre os programas de saúde brasileiros, Humberto colocou a política nacional de medicamentos. “Dilma considera que o acesso a remédios é parte do direito humano à saúde. Além da quebra de patentes para medicamentos usados no tratamento da Aids, a presidenta defendeu, também, nas Nações Unidas, a necessidade de quebra das patentes para as doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, hipertensão, diabetes e doenças pulmonares”.

Outro tema destacado pelo líder foi a “posição firme e democrática em defesa de uma Palestina livre e soberana”.  “Não só a Presidenta se sente orgulho de ser a primeira mulher a discursar numa Assembleia Geral da ONU, mas todos nós, brasileiros e brasileiras sentimos orgulho do país em que vivemos”, completou.

Ângela ressaltou que Dilma levou à ONU “uma abordagem clara sobre os principais temas da pauta internacional e sobre os compromissos do Brasil com a liberdade, a democracia, os direitos humanos, a igualdade de gêneros, o combate à pobreza, violência e mudanças climáticas”.

E falou de seu orgulho de, como mulher, ver Dilma como “a porta-voz das agudas transformações da sociedade brasileira, representante de um país que cresce rapidamente e que se projeta no cenário mundial como uma Nação que respeita e defende o convívio pacífico entre as nações”. A senadora concluiu: “O Brasil representado por Dilma na ONU é um pai que promove a cooperação internacional, o intercâmbio de tecnologias para o combate à pobreza e à fome, o compartilhamento de técnicas agrícolas inovadoras, inclusive para o desenvolvimento e uso de novas fontes de energias limpas e renováveis”.

Giselle Chassot com informações da Agência Senado

 

Leia a íntegra do discurso da senadora Ângela Portela

Leia a íntegra do discurso da senadora Humberto Costa

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