Saúde

Setembro como mês de conscientização de doenças cardiovasculares vai a sanção

Durante o mês de setembro haverá uma campanha dividida por semanas para alertar a população sobre a cardiopatia isquêmica, a cardiopatia congênita, as doenças da aorta e as doenças das válvulas cardíacas

Alessandro Dantas

Setembro como mês de conscientização de doenças cardiovasculares vai a sanção

Objetivo da proposta relatada pelo senador Humberto Costa é disseminar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças cardíacas

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (8/11) a transformação de setembro no mês da conscientização sobre doenças cardiovasculares. Como já foi aprovada na Câmara, a proposta (PL 3811/2019), de autoria da deputada federal Rejane Dias (PT-PI), segue para sanção, a menos que haja requerimento para votação no plenário do Senado.

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator da proposta e presidente da CAS, lembrou que as doenças cardiovasculares — que afetam o coração e os vasos sanguíneos — são a principal causa de mortalidade entre os brasileiros. Elas respondem por 30% de óbitos por doenças não transmissíveis, causando cerca de 400 mil mortes todos os anos no país. Segundo o Ministério da Saúde, hoje as doenças cardiovasculares atingem cerca de 14 milhões de pessoas, afetando principalmente os mais pobres, que têm dificuldade de acesso a tratamentos de alta qualidade.

Campanha

O projeto prevê que durante o mês de setembro haverá uma campanha dividida por semanas para alertar a população sobre a cardiopatia isquêmica, a cardiopatia congênita, as doenças da aorta e as doenças das válvulas cardíacas. O objetivo é disseminar, com alertas nos meios de comunicação, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças cardíacas.

“O diagnóstico precoce de problemas cardiovasculares nos mais jovens possibilita melhores tratamentos e o controle mais rígido das doenças relacionadas ao coração, que podem se agravar ao longo dos anos se não forem corretamente tratadas. Os médicos são categóricos em dizer que o estilo de vida é um dos fatores de risco. A prática de atividades físicas e a redução do stress, associadas ao controle do colesterol elevado e a uma alimentação saudável, tendem a reduzir em 80% essas mortes”, disse.

Apesar da importância da prevenção, o relator citou estudo da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo apontando que 23% dos brasileiros nunca foram ao cardiologista.

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