Governo encomenda 500 mil testes rápidos para zika, chikungunya e dengue

Governo encomenda 500 mil testes rápidos para zika, chikungunya e dengue

Nova tecnologia permitirá o diagnóstico simultâneo para os casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegyptiUm único teste poderá identificar a presença dos vírus que provocam a dengue, chikungunya e zika . O Ministério da Saúde anunciou a encomenda de 500 mil testes nacionais de biologia molecular para agilizar a identificação das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti durante a manifestação dos sintomas clínicos destas infecções.

 

Durante  visita às instalações dos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o ministro Marcelo Castro disse que a disponibilização da nova tecnologia vai economizar custos e agilizar a testagem para a doença. “O teste é fundamental do ponto de vista de estratégia de saúde pública, com uma vantagem extraordinária ao realizar o diagnóstico simultâneo em vez de fazer três testes separadamente, além de diminuir os custos com a implementação da tecnologia brasileira para o desenvolvimento do teste”, ressaltou o ministro durante o anúncio.

 

A previsão é  de que as primeiras 50 mil unidades do teste comecem a ser distribuídas a partir de fevereiro para os laboratórios estaduais. Atualmente, o diagnóstico do vírus Zika é realizado com uso da técnica de RT-PCR em Tempo Real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. São usados reagentes importados e, para descartar a presença dos víru

 

Chamado de Kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya, o novo teste permite realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus, evitando a necessidade de três testes separados. O procedimento oferece uma mistura pronta de reagentes, acelerando a análise das amostras e a liberação dos resultados.

 

A novidade garantirá maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do Ministério da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional. A produção e nacionalização dos kits poderá representar uma economia de mais de 50% aos cofres públicos, pois atualmente os insumos são obtidos de fornecedores internacionais. A estimativa de custo para realização do diagnóstico é de U$20 por teste.

 

Os testes serão distribuídos aos Laboratórios Nacionais de Saúde Pública (LACENs). Além do fornecimento de insumos, o acordo prevê também o treinamento e a assistência técnica permanente, garantindo as condições necessárias para a execução das diferentes etapas do teste molecular.

 

Com informações do Ministério da Saúde.   Saúde lança diretriz para bebês com microcefalia e investe em vacina

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