Suplicy comemora eleição de Bachelet e aponta desafios

Eleição da filha de um general assassinado pela ditadura é prova de democracia

:: Da redação18 de dezembro de 2013 18:15

Suplicy comemora eleição de Bachelet e aponta desafios

:: Da redação18 de dezembro de 2013

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“Felizmente, no Chile, no Brasil e em toda a
América Latina, já podemos sonhar com
liberdade”

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) demonstrou, com seu pronunciamento seu amor à liberdade e seu respeito à democracia que se consolida e se enraíza na América Latina, onde, pela segunda vez, uma mulher, “filha de um general assassinado por tortura na ditadura de Augusto Pinochet, presa e exilada durante longos anos é eleita presidenta”.

“Há vinte anos, se alguém sonhasse com isso, provavelmente teriam dito que se tratava de invenções dignas do realismo mágico de Gabriel Garcia Marques. E se, além disso, alguém houvesse previsto também que ela encontraria na presidência do Brasil outra mulher que também foi perseguida e torturada por uma ditadura, com certeza teriam afirmado que tal enredo era digno da imaginação poética de Pablo Neruda”, disse o senador.

Para Suplicy, somente a imaginação poética e o incansável otimismo de um Pablo Neruda poderiam ter criado tal história há poucas décadas. “Felizmente, porém, essa história é tão poética quanto real”, comemorou. Para ele, só a democracia poderia possibilitar “esse improvável encontro entre imaginação e poesia, de um lado, e a realidade implacável do processo político, de outro”.

“Felizmente, no Chile, no Brasil e em toda a América Latina, já podemos sonhar com liberdade e, mais importante, podemos realizar, ainda que com dificuldades, antigos sonhos tão postergados, como o sonho da prosperidade e da unidade econômica e política do nosso continente”, disse.

Ele lembrou, porém, que se a democracia é capaz de proporcionar a liberdade, também impõe, o dever de realizar os sonhos assegurar direitos. O senador destacou que ditaduras podem se contentar com simples e excludentes processos de crescimento econômico. Mas enfatizou que isso não é possível nas democracias. “As democracias, as verdadeiras democracias, impõem a justiça social e a inclusão de todos em seus múltiplos direitos, pois os sonhos que importam, os sonhos capazes de mudar realidades, são os sonhos coletivos”, ensinou.

E destacou que esse é o principal desafio do segundo mandato de Michelle Bachelet; combater as desigualdades sociais em seu belo país. “A presidenta Bachelet tem plena consciência da necessidade de enfrentar as desigualdades herdadas da ditadura chilena e de fundar um novo modelo econômico, social e político para um Chile mais inclusivo e justo”, disse.

Giselle Chassot

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