Suplicy desmente Veja sobre recebimento de denúncia

A seção de Cartas da revista Veja desta semana traz desmentido do senador Eduardo Suplicy sobre recebimento de denúncia noticiado pela revista na semana passada.

:: Da redação4 de dezembro de 2011 12:23

Suplicy desmente Veja sobre recebimento de denúncia

:: Da redação4 de dezembro de 2011

Uma das cartas de leitores publicadas nesta semana pela revista traz o senador Eduardo Suplicy corrigindo informação da revista sobre a informação da edição anterior. O senador desmente que tenha recebido a denúncia de “cobrança de propina”, feita por Irmar Silva Batista, principal personagem da reportagem da revista que denunciou “pagamento por fora”, de R$ 1 milhão, em março deste ano, para obter registro de sindicato no Ministério do Trabalho.

Leia a íntegra do desmentido publicado pela revista:

“Com relação à reportagem ‘Eles pediram 1 milhão’ (30 de novembro), devo informar que não recebi nenhuma denúncia específica de ‘cobrança de propina’ no Ministério do Trabalho, de pagamento por fora de 1 milhão de reais, para a concessão de registro a sindicatos. Algo desse teor com tamanha gravidade, teria tido, em meu gabinete, caso existisse, um tratamento à altura da acusação. Recebi, do senhor Irmar Silva Batista, uma mensagem eletrônica de março deste ano, encaminhada a todos os deputados e senadores, na qual ele apresentava um problema que seu sindicato estaria tendo com a Força Sindical, impossibilitando-o de conseguir o registro sindical. Tal mensagem eletrônica protestava ainda contra a alteração do entendimento colocado em nota técnica de 2002 por outra nota técnica de 2011. Apesar da imprecisão da redação original da mensagem de Irmar, não há acusação de tentativa de suborno. Ilações genéricas, sem dados concretos, não possibilitam a abertura de investigações. Sendo assim, encaminhei ofício ao ministro Carlos Roberto Lupi, apresentando o problema levantado pelo senhor Irmar e solicitando informações. Mais que isso, como senador, não tenho atribuições para fazê-lo. Todavia, se tivesse tido conhecimento da “cobrança de propina”, como consta da coluna, teria encaminhado o caso para o Ministério Público, para a Controladoria-Geral da União e para o ministro da pasta, solicitando a apuração da denúncia posta, como venho fazendo ao longo dos anos. A questão ganhou consistência e gravidade, agora, a partir do depoimento do senhor Irmar que delata a ‘cobrança de propina’”.

Eduardo Matarazzo Suplicy – Senador (PT-SP)
Brasília, DF

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