Total de impostos é recorde para fevereiro e comprova robustez da economia

:: Da redação25 de março de 2014 16:30

Total de impostos é recorde para fevereiro e comprova robustez da economia

:: Da redação25 de março de 2014

Para líder do PT no Senado, informação divulgada pela Receita desmente análise de consultoria.

 

Humberto considera que arrecadação de fevereiro
demonstra vitalidade frente á crise internacional

A arrecadação de impostos e contribuições federais em fevereiro ficou em R$ 83,137 bilhões, resultado recorde para o mês. Corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta é de 3,44% ante fevereiro de 2013. No bimestre, a arrecadação teve crescimento real, corrigido pela inflação, de 1,91% na comparação com o mesmo período do ano passado, com R$ 206,804 bilhões, resultado recorde também para o período.

O dado divulgado pela Receita Federal na manhã desta terça-feira (25) contrasta com a justificativa da agência de classificação de risco Standard & Poor´s para o rebaixamento da economia do Brasil. Segundo essa consultoria, o risco fiscal seria a principal justificativa para a mudança da nota de BBB para BBB-. O recorde na arrecadação evidencia a robustez da economia brasileira e mostra que o País está apto a cumprir com seus compromissos.

“Esse dado mostra a disposição do governo para cumprir a meta de superávit primário, de equilíbrio das contas públicas e desmente as razões apresentadas pela consultoria Standard & Poor´s para aumentar o grau de risco que o País apresenta para investimentos”, avaliou, no começo da tarde desta terça-feira, o líder do PT no Senado, senador Humberto Costa. “É uma demonstração que a economia brasileira tem vitalidade, sofre os efeitos da crise internacional, mas vai se recuperar de forma sólida.”

De acordo com a Receita Federal, o resultado decorreu da redução do recolhimento de impostos apurados com base na estimativa mensal – Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, ocorrida em fevereiro de um pequeno grupo de empresas.

Houve ainda efeito das desonerações tributárias adotadas pelo governo para combater a crise econômica, em especial, a aplicada sobre a folha de pagamentos, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e Imposto sobre Operação Financeira (IOF) para crédito à pessoa física.

A arrecadação sofreu impacto também de indicadores macroeconômicos como a produção industrial, com queda de 2,44% em comparação a fevereiro do ano passado. Por outro lado e na mesma base de comparação, houve aumento na venda de bens e serviços (3,46%), na massa salarial (9,33%) e no valor em dólar das exportações (13,16%).

Veja o relátorio da Receita Federal

Com informações da Agência Brasil e do Brasil 247

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