Um milhão de mulheres entre 50 e 69 anos fizeram mamografias

Serão investidos R$ 130 milhões/ano para a oferta de um dos medicamentos mais eficazes no combate ao câncer.

:: Da redação2 de outubro de 2012 13:41

Um milhão de mulheres entre 50 e 69 anos fizeram mamografias

:: Da redação2 de outubro de 2012

Aumentou em 41% o número de mamografias realizadas em mulheres com idades entre 50 e 60 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) neste primeiro semestre de 2012. Esta é a faixa considerada prioritária para a realização do exame, porque é exatamente nessa parcela da população que ocorre a maior incidência de câncer de mama. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o aumento na proporção de brasileiras que se submeteram ao exame de mamografia está condicionado à ampliação e à qualidade dos serviços oncológicos.

O crescimento refere-se aos dados consolidados do mesmo período de 2010, quando foram feitas 1.667.272 mamografias, sendo 726.890 na faixa prioritária. Agora, esse número cresceu para este ano, 2.139.238 exames foram realizados, sendo 1.022.914 na faixa prioritária.

O número de mamografias também cresceu 16% entre 2012 (2.139.238) e 2011 (1.839.411), e 21% na faixa prioritária, 1.022.914 e 846.494, respectivamente. A oferta deste exame faz parte do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançado pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado.

Para ampliar ainda mais o acesso aos exames de prevenção e detecção de câncer de mama, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nessa quinta-feira (1°/10) portaria que cria o Programa de Mamografia Móvel. Padilha aponta a desigualdade de acesso à mamografia como uma grande preocupação das políticas públicas e aponta as unidades móveis como uma forma de melhorar o acesso da população feminina mais pobre a serviços de prevenção.

O programa vai liberar Unidades Oncológicas Móveis que percorrerão locais estratégicos dos municípios e estados que se cadastrarem para receber o serviço. O financiamento das unidades móveis será compartilhado entre o governo federal, os estados e municípios. “Queremos chamar a atenção para a profunda desigualdade que ainda existe no acesso da qualidade ao diagnóstico e tratamento de câncer no nosso país. O Ministério da Saúde tem coordenado um conjunto de estratégias que é fundamental a cooperação com as secretarias para que esses conjuntos de estratégias sejam cada vez mais reforçados”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.    

O ministro disse ainda que uma das metas é proporcionar a redução do preconceito que existe em torno no câncer. “Se pudermos, cada vez mais falar deste tema com naturalidade, mostrando que é possível vencer o câncer tendo diagnóstico precoce e tratando fatores de risco, também será um grande ganho neste Outubro Rosa. A assistência e prevenção do câncer são prioridades na rede do SUS”, destacou o Padilha.

De acordo com o Ministério da Saúde, os exames feitos nessas unidades serão enviados via satélite para um estabelecimento de saúde para que um médico especialista avalie e dê o resultado em até 24 horas.

Esta ação do Ministério da Saúde faz parte da programação do movimento Outubro Rosa, uma ação internacional que estimula a participação da sociedade nas questões relativas ao câncer de mama.

Segundo tipo da doença em brasileiras
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais atinge as brasileiras. A estimativa é que, em 2012, cerca de 52 mil mulheres vão receber o diagnóstico positivo para a doença. No Brasil, a população feminina de cerca de 260 municípios com mais de 100 mil habitantes tem dificuldade de acesso ao exame de mamografia. Embora a faixa prioritária para o exame seja entre 50 e 69 anos, a orientação dos especialistas é para que a mamografia seja feita por todas as mulheres a partir dos 40 anos ou ainda antes, se houver casos da doença na família.

De acordo com Maira Callefi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) o exame é essencial para a detecção do câncer de mama em seu estágio inicial. “Estágio zero é aquele em que aparecem apenas pequenas microcalcificações, o que somente a mamografia detecta. Por isso é tão importante a mamografia de rotina”, afirmou.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), Anderson Silvestrini, quando o câncer de mama é detectado tardiamente, as chances de sobrevivência das mulheres caem para 30%.

Novo medicamento
Para garantir a melhoria do atendimento e a qualidade de vida da população, o Ministério da Saúde incorporou ao SUS o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama. O Ministério investirá R$ 130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população. Também faz parte do Plano Nacional, a expansão dos serviços de radioterapia no país. Para isso, em julho deste ano, o Ministério da Saúde divulgou portaria que traz os nomes dos 80 hospitais, habilitados na Alta Complexidade em Oncologia, que terão serviços de oncologia criados (48 hospitais) e vão ter ampliados os serviços já ofertados (32), no início de 2013.

A iniciativa beneficia população de 58 municípios, em 20 estados, nas cinco regiões do país. A medida aumentará em 32% a assistência aos pacientes com câncer, passando de 149 mil para 197 mil atendimentos por ano. Haverá investimento de R$ 505 milhões. Os recursos também serão aplicados em infraestrutura e na compra de 80 aceleradores lineares, que são equipamentos de alta tecnologia usados em radioterapia, além de outros acessórios. A ação está em consonância com o Plano Brasil Maior, do Governo Federal.

Com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil

 

 

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