UPAs: 97% dos casos de emergência são solucionados

:: Da redação16 de outubro de 2012 15:45

UPAs: 97% dos casos de emergência são solucionados

:: Da redação16 de outubro de 2012

Com as unidades, superlotação nos hospitais pode ser minimizada

A procura pelo serviço desafoga o fluxo nos grandes hospitais resolvendo várias situações de emergência, como vítimas de acidentes e problemas cardíacos.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) podem ser a saída para a redução do problema de superlotação nos hospitais públicos brasileiros. Hoje, há 236 UPAS espalhadas pelo País, capacitadas para atender, 24 horas por dia, pacientes em situações de emergências, como vítimas de acidentes e problemas cardíacos. O Ministério da Saúde calcula que, aproximadamente, 97% dos problemas que chegam às Unidades são resolvidos lá mesmo, sem necessidade de transferência do paciente para os hospitais.

Cada unidade dispõe de equipes capacitadas para atender tanto à população adulta quanto as crianças. Também há dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e assistentes sociais. Além disso, as unidades também realizam exames laboratoriais, raio-x, sutura, medicação e nebulização.

Um dos objetivos da UPA 24h é funcionar como unidade intermediária, colaborando para reduzir a lotação dos prontos-socorros hospitalares e melhorando o acesso dos brasileiros aos serviços de emergência no SUS. Assim, o pronto-socorro fica liberado para atender casos mais graves e de alta complexidade.

Como funcionam
As Unidades de Pronto Atendimento (UPA)  atentem a população 24 horas por dia, todos os dias da semana. Já são 236 unidades espalhadas pelo país. Nos municípios onde as unidades estão funcionando, aproximadamente 97% dos problemas são resolvidos na própria UPA 24h, sem necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro hospitalar, reduzindo filas.

O objetivo dessas unidades que realizam, diariamente, aproximadamente 300 mil atendimentos, é proporcionar um acolhimento de urgência e emergência mais próximo das pessoas.

Os pacientes que procuram as UPAs são avaliados de acordo com a classificação de risco, ou seja, os casos mais graves terão prioridade. Após o atendimento, o paciente pode ser liberado ou permanecer em observação em até 24 horas. Caso necessário, pode ser removido para um hospital de referência. “As UPAs atuam integradas com outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os hospitais de referência”, explica o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo Abrahão. As unidades estão inseridas na Rede Saúde Toda Hora, que está reorganizando as urgências no país.

Um exemplo de atendimento integrado foi o caso de uma mulher de 23 anos que passou mal e foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, em Brasília (DF). Após ter constatado que o mal estar era, na verdade, uma gravidez e que a paciente estava com fome, ela foi encaminhada para a Equipe de Saúde da Família (ESF) para ter acompanhamento pré-natal e todo atendimento necessário durante a gravidez.

As UPAs também possuem salas de observação, que são salas individuais para pacientes com doenças infectocontagiosas e salas para estabilização do paciente grave. Ele recebe atendimento necessário até que o quadro clínico seja estabilizado para removê-lo para um hospital. Nestas salas, existem ainda equipamentos de terapia intensiva para atender casos extremos, se houver necessidade.

Urgências
As UPAs 24h estão inseridas na rede Saúde Toda Hora, que está reorganizando a atenção às urgências e emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia de atendimento está diretamente relacionada ao trabalho do SAMU 192, que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente ao serviço de saúde adequado à situação.

Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com uma classificação de risco, podendo ser liberados ou permanecer em observação por até 24 horas ou, se necessário, serem removidos para um hospital de referência.

O objetivo da rede Saúde Toda Hora é que a comunicação entre as centrais de regulação com os SAMUs, as UPAs 24h e os hospitais torne o atendimento ainda mais rápido, reduzindo mortes ou sequelas ao paciente. Esse formato de funcionamento integrado entre várias unidades de promoção, prevenção e atendimento à saúde é uma das principais características da ação. Outros equipamentos compõem essa rede como a Atenção Básica, as Salas de Estabilização, a Força Nacional do SUS e o programa Melhor em Casa.

Giselle Chassot, com informações do Ministério da Saúde

Saiba mais sobre o programa UPAs 24h 

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