Vendas no varejo em setembro foram 8,5% maiores que há um ano

Pesquisa do IBGE revelou a quarta alta consecutiva do comércio varejista - o setor de hipermercados foi o que mais contribuiu.

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (13/11) a pesquisa mensal sobre o comportamento do comércio varejista em setembro, cuja variação foi de 0,3% em relação ao mês de agosto. Foi a quarta alta consecutiva. Na comparação com o mês de setembro de 2011, o comércio cresceu 8,5%.

 

De acordo com o IBGE, em setembro o setor de hipermercados foi o que mais contribuiu para o comércio varejista, as vendas no setor subiram 1,2% em relação ao mês anterior. O setor de combustíveis e lubrificantes também melhorou o desempenho global do comércio por ter alta de 0,9% nas vendas, ritmo verificado em agosto.

 

O que contribuiu para o desempenho não ter sido melhor foi a redução de 9,2% nas vendas de equipamentos e materiais de escritórios. Em agosto, o setor teve alta nas vendas de 4,8%.

 

Segundo o IBGE, a pesquisa ampliada do comércio varejista, quando são incluídos os números dos setores automotivo e de materiais de construção, mostrou queda de 9,2% nas vendas em setembro em relação a agosto, sendo o pior resultado da série histórica do instituto iniciada em 2003. Esse desempenho pode ser explicado pelo efeito “ressaca” das vendas ocorridas em agosto, já que o governo deveria suspender os efeitos da medida que reduziu as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

 

Especificamente as vendas no setor de veículos, motos, partes e peças caíram 22,6% em setembro, depois da alta de 8% verificada em agosto.

 

Em relação ao desempenho do comércio varejista nas regiões, o IBGE notou que as vendas cresceram em todos os estados mais o Distrito Federal, com destaque para Roraima (28%); Amapá (25,9%), Mato Grosso do Sul (20,9%); Espírito Santo (11,4%) e Mato Grosso (11,3%). Entre os estados com maior importância no comércio, o destaque ficou para São Paulo (10,9%); Minas Gerais (7%); Rio Grande do Sul (7,1%); Bahia (9,1%) e Rio de Janeiro (3,1%).

 

Marcello Antunes, com agências de notícias e IBGE

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