Viana: Copa do Mundo do Brasil dá olé nos pessimistas

Ao realizar um evento que já é considerado uma das melhores Copas de todos os tempos, o Brasil desmonta a campanha de pessimismo orquestrada pelas oposições e pela grande imprensa, mostrando que foi um grande acerto do ex-presidente Lula lutar para trazer a competição para o Brasil. A opinião é do senador Jorge Viana (PT-AC), que em discurso na tribuna do Senado, nesta terça-feira (24), criticou o bombardeio orquestrado contra a realização do Campeonato Mundial de Futebol no País.

:: Da redação24 de junho de 2014 20:38

Viana: Copa do Mundo do Brasil dá olé nos pessimistas

:: Da redação24 de junho de 2014

 

“Há dois anos acompanhamos essa campanha de pessimismo que não expressava a preocupação de o Brasil sediar eventos tão importantes. Era algo que mais parecia que estavam contra o Brasil, contra o brasileiro. Chegava a ponto, em certas manifestações, de parecer que quereriam tirar de dentro do brasileiro essa paixão pelo futebol”, afirmou.

Para Viana, nesses dois anos a grande imprensa e a oposição pareciam “uma orquestra tocando a mesma música”, cuja letra pressagiava “vexame” e “vergonha”, decorrentes de uma suposta “incompetência” do Brasil. “E aí, distorciam, falavam de corrupção, de que o dinheiro da educação ia faltar porque teria sido gasto na Copa do Mundo”, lembrou o senador.

Mas os arautos do caos, porém, foram atropelados pelos fatos: “Os fatos se impuseram e hoje alguns pegam carona até na imprensa internacional. Todos têm uma conclusão só: O Brasil está dando conta do recado, o Brasil está atraindo a atenção do mundo inteiro e de longe consegue promover uma das melhores Copas de todos os tempos”, assinalou.

Viana parabenizou o ex-presidente Lula por ter lutado para trazer a Copa para o Brasil. “Chegaram ao ponto de achar que Lula tinha deixado um “problemão” para a presidenta Dilma. E eu quero agradecer ao ex-presidente Lula por seu esforço, por sua competência. Depois de 64 anos, o Brasil sedia uma Copa do Mundo”. O senador lembrou a série de matérias que vêm sendo publicadas em influentes veículos da imprensa internacional, como o New York Time,  Forbes, e The Economist, elogiando o Brasil e a Copa do Brasil. “Os jornalistas estão em êxtase, apaixonados pela acolhida do povo brasileiro, pela beleza do nosso País”.

O senador também relatou sua experiência no jogo Camarões X Brasil, realizado ontem em Brasília, e no jogo de abertura da Copa,  Brasil X Croácia, realizado em São Paulo no dia 12 de junho. “Fui ao estádio ontem, peguei metrô e depois peguei ônibus. Em 20 minutos eu saí do estádio e já estava na minha casa, de ônibus e de metrô. Fui à abertura, em São Paulo, fui de trem, 15 minutos para sair do centro de São Paulo até a porta do Itaquerão, e 22 minutos na volta”. 

Ele também elogiou os moradores das doze cidades-sede pela hospitalidade e alegria com que têm participado dos eventos e pelo acolhimento aos turistas. “Quero parabenizar a população de Brasília, cidade que está recebendo o terceiro maior número de turistas (240 mil). O governador Agnelo Queiroz é muito cobrado, mas ele e sua equipe fizeram um grande trabalho. Brasília está bem cuidada. A capital da República nos orgulha”, disse.

Para os que torceram contra, Viana manda um recado: “O verde e o amarelo tomaram conta do nosso País. Os exemplos estão vindo dos mais humildes deste País, que são apaixonados pelo Brasil”. Ele lamentou que uma parte da elite, “os que se deram melhor ainda nos governos Lula e Dilma” tenha escolhido jogar contra a festa. Ele lembrou o episódio registrado na abertura da Copa, quando a presidenta Dilma foi xingada. “Foi uma ação vergonhosa dos incluídos. Eu também estava lá como convidado e, na hora, senti vergonha e repulsa de ver que o Brasil tem gente, sim – e são os incluídos, os novos ricos deste País –, que tem complexo, como diz o grande sábio Nelson Rodrigues, de vira-lata, que só vive falando mal do nosso País”.

O senador destacou que as previsões catastrofistas foram todas desmentidas. Os aeroportos funcionam melhor que as expectativas, com índices de atraso inferiores aos europeus, os estádios, que a Revista Veja afirmava que só ficariam prontos em 2038, encantam a todos. “Só falta mudarem o discurso e aceitarem o óbvio, que é o legado que ficará para o País. Os aeroportos não vão ser levados embora, nem as linhas de ônibus, de trem e de metrô. Os estádios vão ficar, os investimentos no turismo e as melhorias que as cidades experimentaram também”.

“Com todo o respeito aos veículos de comunicação, fico feliz, ao abrir os jornais de hoje, e ver, ouvir e assistir aos mesmos que criticavam, que pareciam torcer contra, agora elogiando o Brasil por sediar, e sediar bem, por organizar, e organizar bem, por passar um sentimento que talvez só o povo brasileiro consiga demonstrar para os que nos visitam: esse sentimento de acolhida, de hospitalidade, de generosidade que o brasileiro tem”, afirmou Viana. 

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