Viana critica “pessimismo militante” das análises sobre a economia do País

:: Da redação17 de dezembro de 2013 18:43

Viana critica “pessimismo militante” das análises sobre a economia do País

:: Da redação17 de dezembro de 2013

Senador do Acre pede reflexão sobre corrente de opinião abrigada pela mídia que omite dados positivos, como, por exemplo, 1,5 milhão de novos postos de trabalho

Viana: Não se entende tanto pessimismo e
derrotismo

O senador Jorge Viana (PT-AC) criticou o “pessimismo militante” com os rumos da economia brasileira demonstrado por setores da mídia e da oposição. Em discurso ao plenário, nesta terça-feira (17), ele citou trechos de um artigo publicado pelo empresário Benjamin Steinbruch, na Folha de S.Paulo desta terça-feira (17), no qual ele destaca a geração de empregos, característica da realidade econômica atual, como um dado extremamente positivo para o País, e que todas as análises sobre a conjuntura econômica deveriam ter esse ponto de partida.

“Qualquer observador atento diria que a maior virtude da economia brasileira neste ano foi a geração de empregos”, diz Steinbruch no artigo citado por Viana. “Apesar do PIB fraco, segundo estimativas, o país criou [neste ano] 1,5 milhão de postos de trabalho [com carteira assinada] em 12 meses, excelente resultado se o parâmetro for a União Europeia, por exemplo”.

Para Viana, não há indicador mais preciso para traduzir a economia de um país do que os indicadores de desemprego ou de emprego. “Não sei por que tanto pessimismo”, afirmou o senador. “Não sei por que tanto derrotismo, se aquilo que está na essência de uma boa economia, que é criar oportunidade de trabalho”.

O senador do PT pelo Acre propôs ainda uma comparação dos dados atuais com os do período de 1995/2002, quando o país era governado pelo PSDB – justamente o partido que lidera as críticas ao atual momento econômico.

 “Membros do PSDB falam do desastre que o País está vivendo, mas no período em que eles governaram o crescimento médio foi de 2.3. E agora, no Governo de Lula e Dilma, o crescimento é de 3.6. Onde está o desastre?”, provocou Viana, que continou:

“Talvez queiram apagar o passado. Nós, não. Nós queremos lembrar o passado para que possamos juntos construir um futuro melhor para todos, para a Nação brasileira”, continuou Viana, param em seguida, lançar um alerta para que todos reflitam sobre os verdadeiros interesses por trás da torcida contra o País.

Além de viver uma fase considerada como de pleno emprego — as taxas de desemprego estão na casa dos 5%, segundo o IBGE — o senador citou o leilão do Campo de Libra, as concessões na área de infraestrutura—como a da BR-163, definida na manhã desta terça-feira — e a instalação de uma fábrica de automóveis BMW, inaugurada na última segunda-feira (16) em Santa Catarina, como exemplos de sintomas de um bom momento econômico.

“Onde é que o Brasil está vivendo um desastre? Temos de celebrar alguns números que estavam nos diferenciando das grandes potências mundiais”, afirmou o senador. Apesar disso, ironizou ele, se os executivos alemães que comandam a BMW se informassem sobre o Brasil pelo noticiário da grande imprensa, dificilmente trariam para cá uma fábrica que representa €200 milhões em investimentos e que gera 3.500 empregos.

O senador citou o anúncio publicado pela fábrica alemã, afirmando que “O Brasil é um BMW. Poucos países no mundo cresceram como este (…). A BMW acredita tanto no Brasil que este será um dos poucos países do mundo a poder fabricar os carros da marca. Um privilégio de pouquíssimos”.

Jorge Viana propôs uma reflexão de final de ano a seus pares e ao conjunto dos brasileiros. “Não vamos mascarar problemas ou esconder dificuldades. Mas estamos melhorando e, pelo que já fizemos, podemos fazer muito mais”, defendeu.

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