Viana defende reforma política e lamenta eleição “com regras velhas”

Jorge Viana critica olho míope das elites brasileiras“Lamentavelmente, vamos ter uma nova eleição com regras velhas, com regras falidas, sem termos feito a reforma política”. A observação, em tom de crítica, é do senador Jorge Viana (PT-AC), um dos mais atuantes parlamentares em defesa da reforma política que, embora tramite há bastante tempo no Congresso, ainda depende de muita negociação. “É bom que se registre que a reforma política não saiu por conta dos maus políticos, e nós vamos seguir vendo boa parte da grande imprensa registrando a presença provocativa do poder econômico na eleição”, afirmou, em pronunciamento ao plenário nessa segunda-feira (28).

:: Da redação29 de julho de 2014 15:08

Viana defende reforma política e lamenta eleição “com regras velhas”

:: Da redação29 de julho de 2014

Para o senador, a mudança nas regras impediria que os custos das campanhas eleitorais sejam crescentes a cada pleito. “De novo, vamos ter o dinheiro influenciando, indevidamente, a escolha no processo eleitoral, ajudando, com isso, que política, que é uma atividade nobre, que é uma atividade das mais importantes, corra o risco de seguir como sinônimo de coisa ruim”, observou.

Ele defende que modificar as regras do “jogo” eleitoral é a mais importante das reformas de que o Brasil precisa. Segundo afirmou, modernizar as regras significaria fortalecer diretamente a democracia, garantindo o fim da suspeição sobre a representação democrática e assegurando mais autoridade para a implementação das demais mudanças necessárias ao crescimento da Nação.

Incompreensão

Jorge Viana declarou sua incompreensão com a elite brasileira, que para ele, sofre de um profundo complexo de “vira-lata” e não reconhece as mudanças já implementadas pelos governos petistas. “Essa elite parece que não entende que o Brasil, há 11 anos, tinha um PIB de US$500 bilhões e hoje apresenta um PIB de US$2,3 trilhões”, observou, lembrando ainda que o País não tinha credibilidade no cenário internacional e hoje conta com o segundo maior Produto Interno Bruto dos países em desenvolvimento.

“Os números estão aí para quem quiser ver! Diziam que ia ser um caos a inflação. A inflação está dentro da meta”, disse.

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