Viana saúda realização do 2º transplante de fígado no Acre

:: Da redação10 de junho de 2014 18:59

Viana saúda realização do 2º transplante de fígado no Acre

:: Da redação10 de junho de 2014
 

Depois de dois anos de intensivos investimentos na Fundação Hospitalar pelo governo de Tião Viana (PT-AC), no Acre, o senador Jorge Viana (PT-AC) comemorou a realização na semana passada do segundo transplante de fígado no estado, que agora assume a responsabilidade de ser referência em atendimentos de alta complexidade na região Norte do País. “Parabenizo a equipe do doutor Tércio Genzini e à família do doador que vive no Mato Grosso do Sul. Dez estados recusaram o órgão e o governador Tião Viana fretou uma aeronave para buscar o órgão. O receptor, Alexandre, de 31 anos, está em recuperação”, contou.

O senador Jorge Viana lembrou que atualmente transplantes de fígados somente são realizados nos grandes centros, nas grandes capitais do País. Levar essa especialidade médica ao Acre é uma vitória dada à população pelo governador Tião Viana. “Eu tive a honra de levar a faculdade de medicina para o Acre quando governei o estado, assim como a residência médica. A parceria com o Ministério da Saúde foi fundamental, porque a equipe de logística de transplante envolve 50 pessoas”, afirmou.

No processo de montagem dessa equipe de transplante de fígado, o senador contou que o estado investiu na formação dos profissionais envolvidos, oferecendo a possibilidade de aprimoramento e capacitação por meio de mestrados e doutorados. “Lembro que quando assumi o governo a área de saúde no Acre era precária. Não tinha hemodiálise. A transfusão de sangue era feita braço a braço, daí a elevada ocorrência de hepatite. Ainda temos muito a fazer pela Saúde, mas lembrar como era no passado mostra como avançamos”, disse Jorge Viana, ao elogiar, também, os esforços empreendidos pelo governador Binho Marques – o governo estadual  enfrenta o desafio de tratar de 3,6 mil pacientes portadores de hepatites A, B, C e D.

Menino haitiano

Jales Wolf August é um garoto haitiano de 15 anos que chegou ao Acre sozinho, tendo por objetivo seguir viagem até a Martinica onde vive sua mãe e irmã. O pai está nos Estados Unidos, ilegalmente, com seu irmão. A história desse menino foi contada por Jorge Viana e demonstra que o Acre, apesar de ser um estado pobre, tem dispensado um tratamento humanitário digno aos mais de 23 mil imigrantes haitianos e senegaleses que entraram no Brasil nos últimos dois anos.

O senador explicou que Jales Wolf August tentava embarcar num voo para a Guiana Francesa mas, sem passaporte, foi preso pela Polícia Federal e recolhido para o abrigo de menores do município de Epitaciolândia. “Sem documentos, o garoto estava numa situação complexa. Não podia retornar ao Haiti e nem seguir viagem para encontrar sua família. Após buscar ajuda com o secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, conseguimos que a Embaixada da França lhe desse um visto para ele seguir seu destino”, disse Jorge Viana.

O embaixador da França no Brasil, Denis Pietton, teve papel fundamental para resolver a situação do garoto, lembrou Jorge Viana, porque não se prendeu aos manuais. “Era uma questão humanitária a ser resolvida”, afirmou.

O senador disse que ficou emocionado quando foi entregar o passaporte para o garoto. Jales Wolf August lhe agradeceu e, já dominando o português, lhe perguntou como poderia retribuir aquela ajuda. “O garoto fez um relato que valeu meu mandato de senador. Ele disse que faz parte da geração verdade do Haiti e que seu compromisso é estudar para voltar para seu país. O garoto fez uma fala de chefe de estado”, frisou.

Jorge Viana observou que a história desse garoto foi ignorada pela imprensa, que dá mais atenção ao fato de que 400 haitianos chegaram à São Paulo. “A imprensa não deu atenção para o fato que o Acre já recebeu 23 mil imigrantes, mas sim para os 400 haitianos que chegaram à São Paulo, entregues para os cuidados de entidades religiosas. Não podemos tratar esses irmãos com desprezo. O Acre tem buscado apoio do Governo Federal para dar um tratamento humanitário digno aos imigrantes, o que não se vê em alguns estados ricos”, afirmou.

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