Walter Pinheiro destaca mercado promissor do setor audiovisual

Pinheiro fez um balanço dos impactos da nova legislação após dois anos de vigência com impacto para a programação nacional.

:: Da redação29 de outubro de 2013 20:22

Walter Pinheiro destaca mercado promissor do setor audiovisual

:: Da redação29 de outubro de 2013

O senador ressaltou que o setor já experimenta
a duplicação no número de produção, sucesso
creditado à nova legislação (Agência Senado)

O Mercado da TV Paga foi destaque neste domingo (27) no Programa Agenda Econômica, da TV Senado, com os jornalistas Ronaldo Martins e Beto Almeida. Para tratar do tema, o convidado foi o senador Walter Pinheiro (PT-BA). Pinheiro, quando deputado federal, foi o autor da legislação junto com o deputado Paulo Teixeira (PT/SP) e relatou o projeto de Lei da TV Paga, 12.485/11, quando assumiu o Senado.

Pinheiro fez um balanço dos impactos da nova legislação após dois anos de vigência. O senador ressaltou que o setor já experimenta a duplicação no número de produção audiovisual brasileira, sucesso creditado à nova legislação e, apesar de ser uma lei jovem, é vigorosa e ainda vai trazer muitos bons resultados futuros para o setor. “Eu diria a você que é uma juventude vigorosa. Uma juventude que em um ano dobra, já imaginou? Imagina quando essa juventude for amadurecendo. Nós vamos ter uma multiplicação”, comemorou.

Desde quando passou a vigorar, em setembro de 2012, a nova Lei da TV Paga causou uma revolução positiva no setor audiovisual do País. A legislação impõe obrigatoriedade de três horas e meia de programação nacional em horário nobre das grades de programação dos canais, além de ter sido responsável por uma política que trata desde a produção à veiculação.

Um dos avanços da nova lei foi também a universalização com o acesso de novos usuários aos serviços da TV Paga, com a redução do preço das TVs por assinatura. “Teve um momento no Brasil que você teve o preço por canal nove vezes mais caro do que a Argentina!”, revelou. “Além de ampliar a exibição de conteúdo nacional, o projeto criou a possibilidade de empresas do setor de telefonia passar a ofertar o serviço, o que garantiu a capilaridade e aumentou a concorrência, o que por sua vez diminuiu os custos das assinaturas”, destacou.

Pinheiro lembrou que a falta de conteúdo fazia com que a grade de produção nas Tvs fosse repetitiva e, por isso, foi preciso ampliar a oportunidade também para novas inserções.” “O Diabo Veste Prada” ninguém aguentava mais assistir! O ‘duro de matar’ era ‘duro de ver’, porque todo o dia repetia aquilo na grade que ninguém aguentava mais assistir…Então era preciso amplia a oportunidade”.

“Foi preciso estabelecer uma política correta para a produção no Brasil. Não adianta estimular a produção no interior da Bahia, no Pará, em Salvador, no Rio Grande do Sul, Centro Oeste, por exemplo, e você veicula isso aonde?”, questionou. Pinheiro destacou ainda que antes, a produção ficava restrita ao eixo Rio-São Paulo e lembrou que a nova lei ajuda a incentivar, financiar, coletar a produção e gerar postos de trabalho, além dos novos negócios provenientes da cultura, como já ocorre em outros países, como nos Estados Unidos da América.

Pinheiro anunciou ainda que o estado da Bahia está implantando um polo de produção aproveitando os incentivos da legislação, a partir das novas demandas provenientes do estímulo da lei.

O programa veiculado neste domingo pode ser acessado na íntegra. Acesse a parte 1, a parte 2 e a parte 3

Assessoria de Imprensa do senador Walter Pinheiro 

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