Wellington: “o álcool é mais grave do que crack”

“O álcool é uma droga que mais causa problemas de saúde, de segurança, de violência, de trânsito, gerando um custo Brasil muito elevado, além do trauma social”, disse o senador que tem proposta para proibir a propaganda de bebidas alcoólicas.

:: Da redação6 de dezembro de 2011 20:35

Wellington: “o álcool é mais grave do que crack”

:: Da redação6 de dezembro de 2011

O senador Wellington Dias (PT-PI), está entre os parlamentares que defendem mudanças na legislação atual para proibir a propaganda de bebidas alcoólicas. Presidente da Subcomissão do Senado sobre Álcool, Crack e Outras Drogas (Casdep), que teve seu relatório final aprovado nesta terça-feira (06/12), o senador alerta para o avanço do crack no Brasil, mas ressalta que “o álcool representa um problema ainda mais grave”.

“Dentro do campo da prevenção, compreendendo o álcool como uma droga que mais causa problemas de saúde, de segurança, de violência, de trânsito, gerando um custo Brasil muito elevado, além do trauma social”, disse.

Em entrevista ao site da Liderança do PT no Senado, Wellington Dias disse esperar que o consumo dessa substância seja reduzido com a inibição da veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas.

“Classificando o álcool como uma droga, existe a necessidade de se proibir o estímulo do consumo pela propaganda. Não ter a propaganda, a partir de uma classificação que considere alcoólica, qualquer bebida m teor alcoólico acima de 0,5%. Veja o êxito que conquistamos com o cigarro”, explicou. “Não é proibir a comercialização. É inibir ou, pelo menos, não estimular o consumo. Hoje, modelos, artistas, atletas ficam a disposição de uma propaganda que estimula crianças, jovens que começam a beber muito cedo”, avaliou.

Subcomissão
O senador Wellington Dias também mostrou a intenção de criar uma espécie de licença especial para aqueles estabelecimentos que pretendam comercializar bebidas alcoólicas.

“Estamos trabalhando essa recomendação de, além de inibir a propaganda, também trabalhar o controle e um licenciamento especial para a comercialização. Aqueles que vendem drogas sintéticas, medicamentos em drogarias, são treinados. Para comprar cigarros, o cidadão chega alcoolizado e é abastecido com mais drogas”, definiu.

O senador ainda disse que trabalha para que uma parte dos lucros com a venda de bebidas alcoólicas seja remetida para o Fundo Nacional de Políticas sobre Drogas e sirva para subsidiar políticas públicas nessa área.

“Vamos investir na educação, na família, na qualificação de profissionais, numa rede de tratamento e na área da prevenção. Mas, há a necessidade de políticas mais severas. Uma dessas medidas é a criação de um Fundo Nacional de Políticas sobre Drogas, onde o dinheiro da venda de drogas legais seja utilizado para fazer funcionar um sistema completo”, explicou.

“A minha intenção é fazer o que outros países com seriedade fizeram. Acho que o Brasil terá coragem suficiente de enfrentar e vencer essa batalha”, completou.

Rafael Noronha com informações da Agência Senado

Ouça a entrevista do senador Wellington Dias

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