História

2 de Julho: lei transforma Salvador na capital do Brasil e reforça a força da Independência da Bahia

Sancionada pelo presidente Lula, proposta relatada por Jaques Wagner valoriza a data que marcou a consolidação da Independência do Brasil.

Ricardo Stuckert / PR

2 de Julho: lei transforma Salvador na capital do Brasil e reforça a força da Independência da Bahia

O presidente Lula e o senador Jaques Wagner participam do lançamento da construção da ponte Salvador-Itaparica

Hoje, dia 2 de julho, Salvador voltou a ser a capital do Brasil. A transferência foi formalizada ontem com a sanção pelo presidente Lula da Lei que regulamenta a medida aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão determina a mudança a cada ano no feriado cívico dos baianos.

O projeto que viabiliza essa ação foi relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Para ele, a sanção da lei representa mais que um ato administrativo. O senador baiano enfatizou que o 2 de Julho não é apenas uma data histórica, mas “um compromisso permanente com a liberdade, a democracia e a soberania nacional”.

Wagner destacou que a Bahia foi o cenário da verdadeira independência do Brasil e reafirmou seu papel como vanguarda democrática. “A Bahia sempre se posicionou na vanguarda, não apenas inspirando, mas traduzindo plenamente o significado de liberdade e soberania”, escreveu.

O senador conectou a celebração histórica com os desafios contemporâneos. Segundo ele, a independência hoje se traduz “na defesa intransigente da democracia e na preservação da autonomia das nossas instituições”.

Conclusão da Independência

O feriado de 2 de julho celebra a Independência da Bahia e marca a expulsão definitiva das tropas portuguesas de Salvador em 1823. Embora Dom Pedro I tenha proclamado a emancipação do país em 7 de setembro de 1822, a resistência lusitana exigiu a continuidade dos confrontos armados na região por quase um ano. A vitória final foi resultado de uma ampla mobilização popular, que reuniu indígenas, escravizados, soldados e figuras femininas de destaque na resistência, como Maria Quitéria e Maria Filipa.

Devido ao impacto desse desfecho, o marco histórico é apontado por diversos analistas como a verdadeira consolidação da Independência do Brasil. Atualmente, a data é feriado oficial em todo o território baiano, sendo marcada por celebrações que resgatam a importância das lideranças populares no processo de libertação nacional.

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