Alessandro Dantas

Deputado petista Rogério Correia expôs manobras da oposição na CPMI do INSS
Durante sessão da CPMI do INSS nesta quinta-feira (12), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou a atuação de parlamentares da oposição, que, segundo ele, têm usado manobras para blindar aliados políticos. O petista afirmou que o foco da comissão vem sendo desviado por uma “cortina de fumaça”, enquanto indícios robustos de irregularidades envolvendo o Banco Master e figuras ligadas ao bolsonarismo seguem sem a devida apuração.
O parlamentar destacou que a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, é um exemplo. A medida não revelou qualquer irregularidade ou conexão com o objeto da CPMI.
“O que se encontrou no sigilo de Lulinha? Absolutamente nada que tivesse relação com a CPMI e absolutamente nada de errado. Isso serviu apenas de cortina de fumaça para que o bloco bolsonarista evitasse as investigações sérias do que aconteceu no banco ‘bolsomaster’, que é o banco dos bolsonaristas”, afirmou Correia.
Ponto central do maior escândalo financeiro do país, a relação entre o Banco Master e o governo de Jair Bolsonaro se explicita pelo salto patrimonial da instituição financeira de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões entre 2019 e 2022. E como se não bastasse, pessoas ligadas ao Master doaram vultosos recursos para de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022.
Essa proximidade e as flexibilizações regulatórias do Banco Central, sob o comando de Roberto Campos Neto, caracterizam o Master como o braço financeiro do grupo político que trabalha para desviar o foco das investigações da CPMI, salientou o deputado.
Rogério Correia listou uma série de fatos que, em sua visão, estão sendo negligenciados pela comissão para proteger aliados do ex-presidente. Ele citou a falta de avanço na quebra de sigilo do Pastor Zettel, cunhado de Daniel Vorcado (controlador do Master); citou também repasses milionários para o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto; e questionou o uso de uma aeronave cedida ao deputado bolsonarista Nikolas Ferreira durante a campanha eleitoral. “Ninguém tem interesse em saber que lavagem de dinheiro foi feita. O Zettel está sendo blindado. Nenhuma vez aqui foi aprovado um requerimento para quebra do seu sigilo e eu não vi os bolsonaristas reclamarem”, apontou o deputado.



