Combustíveis

Bancada do PT aponta medidas para conter alta dos combustíveis com foco social e fiscal

Senadores apoiam pacote de medidas anunciado pelo Governo Lula para conter os impactos da crise internacional do petróleo no mercado interno

Agência Brasil

Bancada do PT aponta medidas para conter alta dos combustíveis com foco social e fiscal

Medidas do governo seguram preço dos combustíveis

O governo do presidente Lula vem agindo para diminuir os impactos da alta internacional dos combustíveis, decorrente do conflito no Oriente Médio. O foco é proteger a atividade econômica e conter o custo de vida paras famílias. Com um investimento previsto de R$ 30,5 bilhões, as ações focam na subvenção do diesel, subsídios ao gás de cozinha e mudanças na estratégia comercial da Petrobras. As medidas receberam apoio dos senadores petistas.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o conjunto de ações demonstra a preocupação social do presidente Lula. “O que estamos vendo não é improviso ou omissão, é ação coordenada e orientada pelo cuidado com as pessoas”, afirmou. O parlamentar ressaltou que o pacote ataca o problema em várias frentes, equilibrando proteção social e sustentabilidade fiscal. “O gás de cozinha não é um luxo, é essencial para as famílias de baixa renda. Todas as medidas contam com compensações previstas, o que afasta o populismo e firma o compromisso com uma política pública responsável”, pontuou.

As medidas tributárias sobre o diesel produzido internamente foram apontadas como cruciais para frear a escalada inflacionária, especialmente no setor de alimentos. O senador Beto Faro (PT-PA) destacou que o governo está atuando “além do que manda o manual” para mitigar os efeitos sistêmicos do óleo diesel na economia. “Atuou-se tempestivamente na tributação do diesel, o que repercute imediatamente no processo inflacionário. As medidas são providenciais para conter o preço da gasolina e compensar a redução da oferta vinda do mercado externo”, explicou o senador.

Nessa mesma linha, a senadora Eliziane Gama (PT-MA) reforçou a importância da combinação entre subvenção e fiscalização. “Ao combinarmos a subvenção do diesel e o subsídio ao gás de cozinha, estamos protegendo o prato de comida e a renda do trabalhador. Mas não basta desonerar: é preciso garantir que o benefício chegue à ponta. Por isso, a fiscalização rigorosa contra aumentos abusivos é fundamental”, defendeu, citando ainda o acordo federativo pelo ICMS como pilar de estabilidade.

O debate também trouxe à tona os desafios impostos pela desestruturação da presença estatal no setor de energia feita pelos governos Temer e Bolsonaro. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou duramente a privatização da BR Distribuidora, classificando-a como um erro inconsequente que retirou do Estado uma ferramenta eficaz de influência no mercado.

“Uma empresa pública é orientada por sua função social, enquanto as privadas buscam apenas o lucro. O governo tem feito o possível com subvenções e medidas tributárias, mas já não pode influir da maneira mais eficaz porque está fora do refino e da distribuição”, lamentou Carvalho.

Por outro lado, o senador celebrou a retomada das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens) pela Petrobras: “Estávamos com a capacidade produtiva hibernada ou vendida. Com a retomada, voltaremos a produzir mais de 2 milhões de toneladas de fertilizantes no Brasil, garantindo nossa segurança produtiva”.

O pacote de medidas para conter a alta dos preços inclui o desconto nos preços do óleo diesel de R$ 1,20 por litro (importado) e R$ 0,80 (nacional); o subsídio ao gás de cozinha na soma de R$ 850 por tonelada; a adoção de nova política de preços da Petrobras que prioriza a estabilidade interna; e a fiscalização e punição de postos e distribuidoras que pratiquem preços abusivos.

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