Esporte

Senado aprova regras para isenção de ISS na Copa do Mundo Feminina

Teresa Leitão enfatizou que a proposta faz parte de acordo para a realização do grande evento; proposta não traz prejuízo ao pacto federativo
Senado aprova regras para isenção de ISS na Copa do Mundo Feminina

Rafael Ribeiro/CBF

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (9/6) projeto de lei que autoriza a isenção do Imposto sobre Serviços (ISS) para empresas envolvidas na organização da Copa do Mundo Feminina de Futebol, que será disputada no Brasil, de 24 de junho a 25 de julho de 2027.

PLP 55/2026, de autoria do Poder Executivo, integra um conjunto de compromissos assumidos pelo país com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para viabilizar o evento. A adoção de incentivos fiscais costuma fazer parte desse tipo de acordo internacional, com o objetivo de garantir a estrutura necessária para a realização da competição.

De acordo com a proposta, a isenção poderá ser concedida exclusivamente a pessoas jurídicas que já sejam beneficiárias de incentivos fiscais federais vinculados à organização da competição. A medida não cria automaticamente o benefício, mas estabelece uma base legal para que municípios e Distrito Federal — responsáveis pelo ISS — decidam, por meio de legislação própria, se adotam ou não a desoneração.

A proposta também determina que o prazo da eventual isenção do ISS deverá coincidir com a duração dos incentivos fiscais concedidos pela União para o evento. Segundo o governo, a edição de uma lei complementar é necessária porque a Constituição exige norma nacional para disciplinar as condições de concessão de benefícios fiscais relacionados ao ISS. Nesse caso, o projeto não retira a autonomia de municípios, mas define parâmetros gerais para a concessão do incentivo. 

Outro ponto destacado pelo governo é que a medida não gera impacto imediato nas contas públicas. De acordo com a justificativa, a eventual renúncia de receita só ocorrerá caso os governos locais decidam instituir a isenção por meio de lei própria.

“Esse foi um compromisso assumido pelo presidente Lula e [esse acordo] está sendo cumprido com a aprovação desse projeto de lei. Não há nenhuma renúncia fiscal, há respeito ao pacto federativo e ressalto a importância da aprovação desse projeto”, destacou a senadora Teresa Leitão (PE), líder do PT.

“Hoje as meninas do futebol, nossas queridas Marta, Formiga, e tantas outras, brilham e nos orgulham. E isso, certamente, levou o Brasil a ter a candidatura aceita para ser sede da Copa do mundo Feminina e vamos fazer esse evento da melhor maneira possível”, completou a senadora.

A Copa do Mundo feminina no Brasil terá oito sedes: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre. 

Com informações da Agência Senado

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