economia

Senadores do PT defendem continuidade da queda dos juros após ata do Copom

Documento do Banco Central reconhece que os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade econômica vêm se acumulando

Agência Brasil

Senadores do PT defendem continuidade da queda dos juros após ata do Copom

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (22/9), reconhece que os efeitos da política monetária restritiva sobre a atividade econômica vêm se acumulando. O documento também aponta desaceleração em segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico e no crédito. Diante desse cenário, senadores do PT defendem a continuidade da redução da taxa Selic nas próximas reuniões.

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo. Na ata, o Banco Central afirma que há evidências de que a política monetária contracionista vem sendo transmitida gradualmente para a atividade econômica. O colegiado, ao mesmo tempo, mantém a avaliação de que os juros precisam permanecer em nível restritivo diante das pressões inflacionárias e das expectativas acima da meta.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o atual patamar da Selic continua representando um obstáculo ao desenvolvimento econômico e ao setor produtivo.

“A taxa de juros oficial segue como um enorme entrave a um mais potente desenvolvimento econômico do Brasil e, sobretudo, como um estrangulamento ao setor produtivo e, consequentemente, à população. Há incidência sobre a dívida pública, sobre o crédito para os empresários e, também, sobre o cotidiano das pessoas”, afirmou.

Segundo Humberto, o reconhecimento, pelo próprio Copom, dos efeitos da política monetária sobre a economia reforça a necessidade de redução dos juros. “Parece incoerente que o Copom reconheça os efeitos nefastos do atual patamar da Selic e, ainda assim, mantenha a taxa nesse nível, em prejuízo do Brasil. É uma decisão que flerta com a irresponsabilidade”, disse.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) também defendeu que a política monetária acompanhe os esforços do governo para estimular a economia, ampliar investimentos e gerar empregos. “O presidente Lula vem fazendo um esforço importante para fortalecer a nossa economia, ampliar os investimentos, gerar empregos e melhorar a renda dos brasileiros. E a política monetária precisa caminhar na mesma direção”, afirmou.

Para Rogério, a permanência dos juros em patamar elevado encarece o crédito e reduz o ritmo da atividade econômica. “Com os juros ainda muito elevados, o crédito fica mais caro, o consumo diminui e a atividade econômica perde força. Por isso, é fundamental que o Copom continue reduzindo a taxa de juros nas próximas reuniões”, disse.

O senador ressaltou ainda que a redução dos juros deve contribuir para um ambiente de maior crescimento e investimento. “O Brasil precisa de juros que ajudem o país a crescer, investir e gerar oportunidades. Em 2026, não há espaço para uma política monetária restritiva que coloque freio nesse processo”, concluiu.

To top