Social

Paim: redução de jornada de trabalho não é privilégio

Senado realizou terceira sessão de discussão da PEC que acaba com a jornada 6x1. Tema deve ser votado na semana que vem

Alessando Dantas

Paim: redução de jornada de trabalho não é privilégio

A redução da jornada está ligada a outras lutas sociais

O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a tribuna do Senado para defender a proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1, sem redução de salário. Nesta quinta-feira (8/10) foi a terceira sessão de discussão da proposta, que deve ser votada na semana que vem. Objetivo de uma vida de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, a redução da escala está diretamente ligada a outros direitos sociais, e sua aprovação contribuirá para o bem-estar social não apenas de quem enfrenta jornadas laborais extenuantes, analisou Paim.

“Tem tudo a ver! Se vai gerar em torno de 4 milhões de empregos, pessoas que vão contribuir para a previdência, empregado e empregador. O trabalhador pensa na sua família, nos filhos, na saúde, na aposentadoria; pensa em ter um trabalho que lhe dê dignidade e em envelhecer com qualidade. E é justamente aí que entra a nossa luta pela redução da jornada”, comentou.

Paim citou lutas históricas do seu mandato, lembrando que conquistas como os Estatutos da Igualdade Racial, da Pessoa com Deficiência e do Idoso, representam dignidade e não privilégios.

“Quando defendemos o Estatuto da Pessoa com Deficiência, estávamos dizendo que a acessibilidade é fundamental. É defender, para essas pessoas tão queridas, educação, saúde, trabalho; são direitos, não são privilégios. Trabalho decente, com jornada decente, repito: são direitos, não são privilégios. Quando defendemos outros estatutos que também aprovamos, estamos dizendo que ninguém perde a sua dignidade porque sofreu um acidente ou porque envelheceu. E quando defendemos o fim da escala 6×1, estamos dizendo ao nosso que vocês nasceram não apenas para trabalhar, nasceram para viver. Esse é o ponto”, frisou.

A PEC do Fim da Jornada deve ser discutida em cinco sessões no Plenário do Senado, para poder ser votada. Depois disso, são necessárias outras três sessões de discussão antes da votação da proposta em segundo turno.

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