
Flavio Bolsonaro teria fugido do país em avião modelo Gulfstream como o da foto
A confirmação da saída do país do senador Flávio Bolsonaro, investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, provocou forte reação de repúdio entre parlamentares petistas. A partida sorrateira do parlamentar ocorre menos de 48 horas após o resultado das urnas e a perda da disputa presidencial, em um contexto marcado por avanços em apurações judiciais sobre crimes financeiros, além da ordem de apreensão de seu passaporte emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Para os senadores do PT, o episódio expõe a incoerência do discurso político do clã Bolsonaro e a tentativa de se esquivar da responsabilização perante a Justiça brasileira.
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), criticou duramente a conduta do candidato derrotado, ressaltando o contraste entre o discurso adotado durante o processo eleitoral e a atitude tomada após a apuração.
“Agora a máscara caiu de vez, né? Como é que uma pessoa, um cidadão, um político, se candidata ao mais alto cargo da República, apesar de ter várias denúncias contra ele, consegue inscrever a sua candidatura, consegue ter milhões de votos. E porque não é eleito, e tendo as investigações pairando sobre a sua vida, foge. Cadê aquele Flávio tão seguro? Era como o presidente Lula disse: bravata. Porque se ele está sendo investigado, eu acho que as investigações devem continuar — ele teria o direito de defesa. Quem não deve não teme. São crimes graves. Imagine esse homem presidente da República.”
O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou o contrassenso do discurso ufanista e patriótico utilizado pelo candidato diante do abandono de seus correligionários e da fuga dos processos judiciais:
“Nunca foi sobre a pátria ou o povo. Sempre foi sobre poder e impunidade. Agora, com a derrota, Flávio Bolsonaro foge do Brasil. Ele é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ‘patriota’ abandona o país e seus apoiadores na hora de responder pelos próprios atos.”
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que a atitude corresponde à história da atuação política da família do parlamentar:
“É uma família que não tem coragem, que não enfrenta, nunca assume suas responsabilidades. Esse é o retrato do fascismo brasileiro.”
A senadora Eliziane Gama (PT-MA) apontou a quebra de compromisso do parlamentar com o Judiciário e o padrão de desinformação mantido ao longo da disputa eleitoral:
“Flávio Bolsonaro encerra o ciclo mais uma vez mentindo. Quando o STF determinou a apreensão do seu passaporte, ele disse que ia entregá-lo e que não sairia do Brasil, mas hoje o que temos é a saída sorrateira dele. Essa foi uma prática durante toda a campanha: mentir. Quem não aceita a derrota age com soberba.”



