ARTIGO

A volta da esperança – artigo de Jaques Wagner

A volta de Lula à cena, com seus direitos políticos restabelecidos, já rende frutos. Refiro-me à condução lúcida e conciliatória que o ex-presidente propõe. E sabemos que não se trata de promessa, afinal de contas, nos oito anos de seu governo, Lula exerceu o diálogo e a união e, com habilidade, fez o país crescer
:: Senador Jaques Wagner31 de março de 2021 13:26

A volta da esperança – artigo de Jaques Wagner

:: Senador Jaques Wagner31 de março de 2021

No meio de tantas notícias tristes que esses tempos nos trazem, o mês de março de 2021 veio como um alento para os que creem na verdade e na justiça.

Decisões do Supremo Tribunal Federal reconheceram aquilo que dizemos há anos: o ex-presidente Lula não teve um julgamento justo, foi vítima de farsa e de perseguição política, que utilizou parte do Judiciário, do Ministério Público e da mídia, para condená-lo e tirá-lo das eleições de 2018.

Nada devolverá os 580 dias que Lula passou encarcerado. Muito menos, trará de volta Dona Marisa Letícia, morta por um AVC causado por tanta injustiça. Tampouco, pagará os ataques e o linchamento moral que a família Lula da Silva e nós, petistas, sofremos nos últimos anos.

Mas como bem falou Lula: “o sofrimento do povo brasileiro é maior do que qualquer crime que tenham cometido contra mim”. Esse é o tom de um ser humano sem mágoas e consciente do drama humanitário que vive o país, com mais de 315 mil mortos e totalmente sem rumo.

A volta de Lula à cena, com seus direitos políticos restabelecidos, já rende frutos. E não me refiro aqui ao fato do atual presidente passar a negar seu negacionismo e, finalmente, mudar o ministro da Saúde. Refiro-me à condução lúcida e conciliatória que o ex-presidente propõe. E sabemos que não se trata de promessa, afinal de contas, nos oito anos de seu governo, Lula exerceu o diálogo e a união e, com habilidade, fez o país crescer.

Essa postura é a melhor a seguir. Diante de tanto ódio, intolerância e destruição, características intrínsecas do atual governo, a moderação se torna ainda mais urgente.

Apenas com diálogo e pragmatismo conseguiremos negociar a compra de mais vacinas, única forma de interromper esse ciclo de mortes, para, após a imunização, retomarmos o crescimento e a geração de empregos. Com determinação e trabalhando por quem mais precisa, conseguiremos recuperar um auxílio emergencial digno, que possibilite às pessoas não morrerem de fome, especialmente diante da inflação que afeta fortemente o preço dos alimentos.

Esse é o caminho. Uma trajetória que o Brasil já experimentou nos anos em que foi governado pelo Partido dos Trabalhadores. Um rumo de prosperidade e esperança que, no passado, foi capaz de vencer o medo e, agora, se apresenta como uma resposta ao ódio e a intolerância.

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