Ângela cobra interligação de RR ao Sistema Elétrico Nacional

Segundo a parlamentar, a interligação é indispensável para o estado.

:: Da redação6 de dezembro de 2013 15:01

Ângela cobra interligação de RR ao Sistema Elétrico Nacional

:: Da redação6 de dezembro de 2013

Ângela externou sua preocupação diante do fato
de que a obra do linhão, orçada em R$ 1 bi, já
alcança os R$ 2 bi e pode ficar ainda mais cara
depois da interrupção

A senadora Ângela Portela (RR) cobrou a retomada dos trabalhos de implantação da linha de transmissão de Tucuruí, que permitirá a incorporação de Roraima ao Sistema Integrado Nacional. A parlamentar disse que a interligação para o estado significa “mais do que a energia doméstica. Ela é indispensável para nossa economia e para nosso desenvolvimento”, afirmou.

Segundo Ângela, a crise energética na Venezuela e a recente interrupção das obras de construção do ramal, que vai levar energia de Tucuruí para Roraima, têm gerado transtornos aos moradores do estado. A obra do linhão de Tucuruí foi interrompida pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Público, sob a alegação de que a construção deveria ser precedida de consulta aos povos indígenas em cujas terras passará o ramal. O Ministério Público ainda pediu estudo para avaliar possíveis alternativas de passagem do linhão, que não em terras indígenas.

A parlamentar afirmou que uma parcela substancial da linha que fará a ligação de Roraima com o Sistema Integrado Nacional está na Terra Indígena Waimiri-Atroari. Lembrou que o traçado da linha prevê ainda intervenções próximas ao espaço habitado pela nação Pirititi, povo indígena isolado que vive em 43 mil hectares do município de Rorainópolis.

Ao destacar que é importante o cumprimento das normas internacionais e que sejam respeitados os direitos das comunidades indígenas, a

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 A senadora fez um apelo à Eletronorte e ao
 consórcio Alupar para que busquem solução que
 atenda à Justiça Federal para a retomada das
 obras (Ibama)

senadora reclamou que a consulta já deveria ter ocorrido, com base na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ângela Portela externou sua preocupação diante do fato de que a obra do linhão, orçada inicialmente em R$ 1 bilhão, já alcança os R$ 2 bilhões e pode ficar ainda mais cara depois da interrupção.

A senadora fez um apelo à Eletronorte e ao consórcio Alupar para que busquem imediatamente uma solução que atenda as solicitações da Justiça Federal para a retomada das obras, cuja previsão de conclusão seria para 2015. Ângela reiterou que o término das obras permitirá a integração de Roraima ao Sistema Elétrico Nacional, com crescimento econômico e desenvolvimento e bem-estar para a população.

Assessoria de Imprensa da senadora Ângela Portela
 

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