Aníbal lamenta que COP-19 não tenha avançado mais

:: Da redação28 de novembro de 2013 13:42

Aníbal lamenta que COP-19 não tenha avançado mais

:: Da redação28 de novembro de 2013

Senador também destacou, em pronunciamento, desempenho brasileiro no combate ao desmatamento. 

O senador relatou o destaque obtido pelo Brasil
com seu desempenho no combate ao
desmatamento entre 2003/2004 e 2010/2011
(Agência Senado)

O senador Aníbal Diniz (PT-AC) lamentou que a 19ª Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a chamada COP-19, não tenha conseguido iniciar o planejamento do tratado que vai substituir o protocolo de Kyoto, datado de 1997.

O protocolo de Kyoto foi pensado para que as nações desenvolvidas reduzissem suas emissões de gases e efeito estufa em 5,2%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. “Esse acordo não alcançou o resultado esperado. E o encontro de Varsóvia, que terminou no último sábado, pretendia elaborar um mapa para um novo acordo global. E acabou não acontecendo”.

O senador petista foi um dos representantes do Senado no evento, que reuniu representantes de mais de 190 países. Segundo ele, ficou acertado que o novo acordo deve ser aprovado em 2015, quando os países vão dizer o que farão para emitir menos gases do efeito estufa.

“Algumas linhas de acordo aconteceram, mas todos nós esperávamos muito mais da COP-19. Foi reforçado que um novo acordo global deverá ser aprovado em 2015 e que os governos irão, até lá, preparar contribuições sobre o que farão para diminuir suas emissões de gases de efeito estufa”, explicou.

De acordo com o senador, a COP-19 aprovou medidas importantes, entre elas, o mecanismo que força países mais ricos a financiar nações que já sofrem com os efeitos da mudança climática e o acordo sobre financiamento de projetos de proteção de florestas de países em desenvolvimento.

“Houve acordo, ainda, sobre as normas de como medir e como verificar os cortes de emissões de projetos florestais. Isso é muito interessante porque abre espaço para que os governos, os órgãos de fomento e as empresas privadas façam investimentos significativos em ações para deter o desmatamento, uma preocupação cada vez maior nas negociações sobre o clima. Isso porque a perda de florestas representa um quinto das emissões de gases do efeito estufa”, ressaltou.

Brasil se destaca no combate ao desmatamento
Aníbal Diniz também relatou que, durante o evento, foi apresentado um mapa sobre o corte de florestas no mundo, nos últimos 13 anos. Esse mapa, de acordo com o senador, mostra que Brasil foi o País que teve melhor desempenho no combate ao desmatamento entre 2003/2004 e 2010/2011.

“O Estado do Acre, que desenvolveu uma vocação de preservação ambiental importante, reduziu, neste ano de 2013, o desmatamento em 35% em relação a 2012”, comemorou.

 

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