Justiça

Bancada petista vê condenações no caso Marielle como marco contra violência política, racial e de gênero

Líder do PT, Augusta Brito afirmou que decisão é a favor das mulheres que “ousam ocupar a política”

Mídia Ninja

Bancada petista vê condenações no caso Marielle como marco contra violência política, racial e de gênero

Marielle é símbolo da luta contra a violência política

Seis anos depois, finalmente o Brasil faz justiça, com a punição dos assassinos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, mandantes dos homicídios, foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal a 76 anos de prisão. No auge de sua trajetória política, com um futuro brilhante de atuação parlamentar e militância contra o racismo e a misoginia, Marielle acabou por se tornar um símbolo de um país que precisa resgatar sua enorme dívida social

A decisão da mais alta corte do país mostrou que o Brasil não pode tolerar a violência política, racial e de gênero. E a repercussão entre os senadores petistas foi imediata. A líder do PT e procuradora da Mulher no Senado, Augusta Brito (PT-CE), disse esperar que “a decisão seja um marco contra a violência política, contra o feminicídio político e contra o racismo estrutural, a favor de todas as mulheres que ousam ocupar a política”.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) manifestou solidariedade à irmã de Marielle, Aniele Franco, ministra da Igualdade Racial, que acompanhou o julgamento no Plenário do STF. “É um marco no enfrentamento a casos de violência política de gênero e um passo importante, ainda que tardio, por justiça e memória. Expresso solidariedade à Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, e aos demais familiares, que mantiveram viva a exigência por verdade”, disse a senadora.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que a luta de Marielle segue viva. “A condenação dos irmãos Brazão no caso do assassinato de Marielle Franco é uma resposta histórica à barbárie que tentou calar uma mulher negra, periférica, defensora dos direitos humanos e da democracia. Marielle foi executada por ousar enfrentar milícias, denunciar injustiças e dar voz a quem sempre foi silenciado. Sua morte não foi apenas um crime contra uma pessoa, foi um atentado contra a política feita com coragem, contra as mulheres, contra o povo”, afirmou.

O STF também reconheceu a participação do ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, no planejamento e na obstrução das investigações dos crimes. Além das prisões, o STF determinou indenizações por danos morais às famílias das vítimas e a continuidade de investigações sobre redes de milícias ligadas ao caso.

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