Banda larga nas escolas triplica; acesso à web chega a 7,9 milhões

:: Da redação11 de abril de 2012 17:58

Banda larga nas escolas triplica; acesso à web chega a 7,9 milhões

:: Da redação11 de abril de 2012

O Brasil já tem cerca de 60 mil escolas públicas urbanas com acesso à banda larga, número 2,7 vezes maior que o registrado no início do programa Banda Larga nas Escolas, lançado em 2008. É o que revela um levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E o número de acessos à internet no Brasil também cresce – atingiu 79,9 milhões no final do ano passado. Segundo pesquisa do grupo Ibope/Nielsen, houve um crescimento de 302% nas conexões entre 2 e 8 megabits por segundo, nos últimos dois anos, sendo que na categoria até 2 megabits, a do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), o crescimento foi de 4%.

Escolas
Hoje, a cobertura atinge 86% das quase 70 mil instituições de ensino que atendem aos critérios do programa, segundo o censo escolar de 2010, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação. Em 2008, essa proporção era de 38,3%.

O Programa Banda Larga nas Escolas resulta de um compromisso voluntário das concessionárias de telefonia fixa firmado durante a mudança do Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU) do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). 

Na época, as operadoras e o Ministério das Comunicações concordaram em instalar Postos de Serviços de Telecomunicações (uma espécie de lan house das operadoras) pela obrigação de levar a rede de telecomunicações de alta velocidade, o chamado backhaul, a todos os municípios até o fim de 2010. Por meio de aditivos contratuais, a mudança assegurou também a conexão das escolas públicas urbanas.

Acessos
De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (10) o ritmo de crescimento este ano vem se mantendo forte e, de janeiro para fevereiro, foi registrado 1 milhão a mais no número de acessos à internet. Além disso, considerando apenas o acesso em casa, o total de domicílios com internet chegou a 62,6 milhões. Das pessoas que acessam internet em casa, de acordo com a pesquisa, 39,7 milhões foram usuários ativos, um crescimento de 18% em relação a 2011 e 40% em relação a 2010.

Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o mais importante na pesquisa é o aumento significativo no número de usuários da banda larga no País. “Caiu o número de conexões baixas e aumentou, de forma espetacular, o número de conexões de até 8 mega e mais ainda acima de 8 mega. Nosso PBNL está funcionando”, afirmou.

Segundo Paulo Bernardo, o PNBL não inclui apenas a venda de internet de 1 megabit por R$ 35, mas envolve várias outras medidas integradas para melhorar a qualidade e ampliar o alcance da internet no Brasil. Destacou, ainda, como um dos componentes do PNBL, a recente medida de desoneração da construção de redes de fibra óptica e as conexões no atacado já realizadas pela Telebras, entre outras medidas.

Conexões de internet popular chegam a 1,2 milhão
Como parte do PNBL, o número de conexões de internet popular já chega a 1,2 milhão. O serviço de ligação à rede mundial a R$ 35 mensais e com capacidade de 1 Mbps (megabit por segundo) começou a ser oferecido ao público, em outubro de 2011, após acordo entre as operadoras e o Ministério das Comunicações. Antes do acordo, algumas empresas ofereciam esse preço, mas de forma limitada a algumas cidades.

O PNBL visa massificar a oferta de acessos banda larga à internet. A Telebras, antiga holding das empresas estatais de telefonia, foi reestruturada e reativada pelo governo para se tornar a operadora do backbone da rede pública nacional que será usada pelo PNBL. A meta para 2014 é chegar a 40 milhões de domicílios conectados à rede mundial de computadores.

Para Paulo Bernardo, o Brasil segue a tendência internacional, pois o consumidor brasileiro prefere a internet móvel à fixa. O uso da conexão móvel cresceu 103,3% em 2011, até chegar a 45,89 milhões de aparelhos conectados em janeiro. Já a ligação fixa cresceu cinco vezes menos (19,4%) no ano passado, até chegar a 18,47 milhões.

Em Questão e Ministério das Comunicações

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