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Brasil bate recorde de exportações e amplia presença no mercado global

Parlamentares celebram recorde de exportações para 42 mercados em 2025, reduzindo dependência dos EUA

Tânia Rêgo / Agência Brasil

Brasil bate recorde de exportações e amplia presença no mercado global

Busca por novos mercados diversificou exportações brasileiras no governo Lula

O Brasil alcançou recorde histórico de exportações para 42 mercados em 2025, consolidando uma estratégia de diversificação comercial que reduz a dependência de parceiros tradicionais como Estados Unidos e China. O resultado, segundo senadores da bancada petista, demonstra a força da economia brasileira e a eficácia da política externa do governo Lula em reabrir portas fechadas durante a gestão anterior.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras totalizaram US$ 348,7 bilhões em 2025, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, de 2023. Em volume, o crescimento alcançou 5,7% – mais que o dobro da projeção de expansão do comércio global pela Organização Mundial do Comércio (OMC), de 2,4%.

Os principais destinos para onde houve aumento significativo foram Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Bangladesh, Filipinas, Panamá, Paquistão e Noruega. Para a China, as exportações cresceram 6% e atingiram US$ 100 bilhões. Já para os Estados Unidos, houve queda de 6,6%, reflexo das tarifas impostas pela administração Trump a produtos brasileiros entre agosto e dezembro.

O senador Humberto Costa (PT-PE) ressaltou que a amplitude do resultado vai além dos números. “Chegamos a mais de 500 mercados abertos pelo nosso país, fruto de um governo que trabalha com o diálogo e que tirou o Brasil da condição de pária mundial, a que havia sido relegado por Bolsonaro. Isso significa novas perspectivas de negócios, mais exportações, indústria nacional forte, mais empregos e mais renda gerados no nosso próprio país”, afirmou.

Para o senador pernambucano, o recorde comercial traduz-se em benefícios concretos para a população. “Uma balança comercial muito mais vantajosa a nós, incrementando o nosso PIB. Isso significa o Brasil cada vez mais consolidado como uma das maiores economias do mundo”, completou.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) enfatizou que o resultado vai além de dados estatísticos. “O crescimento das exportações para países como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Bangladesh, Filipinas, Panamá, Paquistão e Noruega reflete uma estratégia de diversificação de mercados e fortalecimento da presença brasileira no exterior”, avaliou.

Rogério Carvalho destacou o papel da diplomacia na abertura de oportunidades comerciais. “Graças ao governo Lula, com as ações focadas na retomada de uma política externa mais ativa e ao esforço de reconstrução da imagem do Brasil no cenário internacional, temos tido uma maior participação em negociações e no fortalecimento das relações diplomáticas, contribuindo com a ampliação de oportunidades comerciais e atraindo mais confiança dos parceiros internacionais”, frisou.

A guerra comercial iniciada por Trump impactou diretamente as exportações para os Estados Unidos, que recuaram 6,6% em 2025. A maior redução ocorreu em outubro, quando as vendas caíram 35,4%, após a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Contudo, a diversificação de mercados se mostrou eficaz em compensar essa retração. Enquanto as exportações para os EUA diminuíram, outros destinos registraram crescimentos significativos. As exportações para a Argentina aumentaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%.

Para Rogério Carvalho, o resultado demonstra a resiliência da economia brasileira. “Mais do que um dado estatístico, o resultado é um sinal de fortalecimento da economia brasileira e de recuperação do protagonismo do país nas relações internacionais”, finalizou.

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