Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

A construção civil é um dos setores mais afetados pela diminuição dos juros
O mercado financeiro voltou a melhorar suas projeções para a economia brasileira. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3/8) pelo Banco Central, a expectativa para a Selic ao final de 2026 caiu de 14% para 13,75% ao ano — a primeira redução na estimativa da taxa básica de juros desde março. Ao mesmo tempo, a projeção para o IPCA, índice oficial de inflação, recuou pela quinta semana consecutiva, de 5,12% para 5,03%.
Os novos números chegam às vésperas de uma decisão importante: o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 4 e 5 de agosto para definir os próximos passos da taxa básica de juros, atualmente em 14,25% ao ano. A melhora nas expectativas alimenta a avaliação, entre parlamentares do PT no Senado, de que o país caminha para um ciclo de juros mais baixos — o que se traduziria em benefícios diretos para o dia a dia da população.
Para a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), a melhora nos indicadores é motivo de otimismo e reflete o resultado de uma condução econômica acertada. “A queda nas projeções de inflação e da Selic mostra que a nossa economia está no rumo certo, e a forte expectativa de corte pelo Copom é uma excelente notícia. Juros menores significam crédito mais barato para o cidadão e mais estímulo à geração de empregos, aquecendo o comércio e a indústria. É uma vitória que impacta diretamente o dia a dia, trazendo alívio financeiro e mais poder de compra para o bolso das famílias brasileiras.”
O senador Paulo Paim (PT-RS) reforça que a redução da taxa de juros é uma medida urgente para destravar o desenvolvimento do país. “É preciso sensibilidade. O país necessita reduzir a taxa de juros. No patamar atual, ela trava o desenvolvimento, desestimula a produção, dificulta a geração de empregos e penaliza quem trabalha e empreende. Baixar os juros é agir em defesa do interesse público, do bem comum, da responsabilidade social e do respeito à cidadania.”
Já o senador Humberto Costa (PT-PE) é direto ao cobrar uma resposta rápida do Copom diante do novo cenário. “O Brasil já espera, há muito tempo, uma posição sensata do Copom em relação à nossa economia. Não é mais possível ao país conviver com uma taxa de juros extorsiva como a que temos, uma das maiores do mundo, que tem provocado severos danos à atividade produtiva e feito a festa dos rentistas. É urgente que ela seja reduzida progressivamente e de forma rápida para que o Brasil desenvolva todo o potencial que tem erguido sob o governo do presidente Lula.”
Juros mais baixos têm impacto direto na vida população, com impactos sobre o crédito pessoal e para as empresas, que teriam condições de investir e contratar mais gente. Uma Selic mais barata facilita o acesso a bens fundamentais, como a casa própria.



