Brasil Sorridente supera mil pontos de atendimento

:: Da redação29 de maio de 2014 17:40

Brasil Sorridente supera mil pontos de atendimento

:: Da redação29 de maio de 2014

Iniciativa para assistência odontológica chega aos 10 anos com centros em mais de 800 municípios

Programa foi lançado durante a gestão de
Humberto Costa

O Programa Brasil Sorridente chega ao total de 1.013 centros, que estão à disposição para o atendimento de 80 milhões de brasileiros, moradores de 800 municípios. São consultórios voltados à assistência de maior complexidade, como cirurgias, tratamento de canal, oferta de implantes, ortodontia e diagnóstico de câncer de boca. Ao todo, nove estados estão sendo beneficiados com a expansão da iniciativa do Governo Federal, conforme anúncio feito pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Arthur Chioro, nessa quarta-feira (28), em São Bernardo do Campo (SP), durante a comemoração pela primeira década do programa.

Em dez anos, o Brasil Sorridente mudou a realidade do acesso da população ao tratamento odontológico, levando assistência gratuita a cerca de 80 milhões de brasileiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos centros de especialidades odontológicas (CEO), o programa conta com 23.175 equipes de saúde bucal, que atendem nas unidades básicas de saúde de todo o País. Esse número é quase quatro vezes maior que o total de antes do programa, quando 6.170 equipes estavam à disposição da população. Atualmente, os profissionais que atuam no programa estão presentes em 89% das cidades brasileiras, o equivalente a 4.971 municípios.

O investimento do Ministério da Saúde no Brasil Sorridente desde o lançamento, em 2004, pelo então ministro da Saúde do governo Lula, Humberto Costa, ultrapassou R$ 7 bilhões. Somente no ano passado houve liberação de R$ 1,28 bilhão, 20 vezes mais do total investido em ações de assistência odontológica antes do início do programa. Esses recursos servem para a expansão e manutenção da rede de atendimento e também para financiar a entrega de mais de 8 mil consultórios completos e 10 mil equipamentos periféricos. Com o início das atividades de mais treze centros, haverá repasse de mais R$1,5 milhão por ano.

Durante a cerimônia, a presidenta da República, Dilma Rousseff afirmou que “ter conseguido, numa saúde pública incluir a saúde bucal é uma grande conquista”. O ministro da Saúde, Arthur Chioro reafirmou a importância de se investir na Atenção Básica, garantindo atendimento à população. “Todos os ministros tiveram a responsabilidade de construir a maior política de saúde bucal do mundo, reconhecida pela OMS, que é o Brasil Sorridente”, disse.

O ministro disse ainda que só no ano passado foram 471 mil próteses e este ano serão entregues mais de 500 mil próteses. “Isso significa muito a trabalho a ser feito e o compromisso de garantir para toda população uma atenção básica de qualidade”. Chioro lembrou ainda que outra ação da Atenção Básica é o Programa Mais Médicos, que já atende 100% da demanda dos municípios e está presente especialmente as regiões de maior vulnerabilidade social. “Com a entrada desses médicos, conseguimos benefeciar 49 milhões de pessoas, oferecendo um atendimento digno à população”, disse.

Resultados

Com o Brasil Sorridente, o País se tornou referência na assistência odontológica ao consolidar um dos maiores programas públicos na área de saúde bucal. Atualmente, o SUS emprega 30% dos dentistas do país, contando com uma equipe de 64,8 mil profissionais. Em dez anos, o total de dentistas atuando no SUS cresceu 45%. A expansão da assistência trouxe impactos importantes na saúde da população.

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal apontou queda de 26% na incidência de cárie em crianças de 12 anos entre 2003 e 2010, fazendo com que o Brasil passasse a fazer parte do grupo de países com baixa prevalência de cárie dentária, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Também houve redução no número de dentes afetados por cáries e ampliação no acesso aos serviços de saúde bucal para as faixas etárias de 15 a 19 anos; 35 a 44 anos; e 65 a 74 anos. No período analisado, o número de adolescentes e adultos que sofreram algum tipo de perda dentária foi reduzido em 50%.

Fonte: Agência Saúde

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