crime na amazônia

Bruno e Dom são vítimas da política genocida de Bolsonaro

Ativistas foram brutalmente assassinados na Amazônia, onde Bolsonaro estimula o desmatamento e o avanço do garimpo ilegal
Bruno e Dom são vítimas da política genocida de Bolsonaro

Foto: Cris Vector

Em um cenário propiciado pela política de armamento, de incentivo ao garimpo, avessa aos direitos humanos e ao meio ambiente, Bolsonaro construiu o caminho que resultou no duplo assassinato do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips, mortos em Terra Indígena no Vale do Javari, no Amazonas.

Conforme a Política Federal (PF), os ativistas foram assassinados com tiros de armas de caça. No Brasil, mais de 30 decretos e atos normativos de Bolsonaro, desde início de 2019, estimulam o número de armas de uso amador circulando no país, que segundo pesquisas superou o uso da Política Militar.

Somado ao discurso de ódio de um presidente que coloca o país na rota de crescimento de mortes violentas, crimes ambientais como o aumento do desmatamento, do garimpo ilegal e genocídio dos povos tradicionais, a região amazônica vira palco de injustiças e impunidades.

Sem fiscalização, consequência do desmonte das instituições que deveriam promover a proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, a Amazônia acumula conflitos de ações ilegais de garimpeiros e madeireiros.

Denunciado no Tribunal Internacional Penal (TPI) de Haia pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e pela União dos Povos Indígenas (Univaja), Bolsonaro sustenta uma política anti-indígena que, além de desproteger os povos tradicionais, sucateia a Fundação Nacional do Índio (Funai) e empurra o país para um caminho de retrocessos em políticas de proteção ao meio ambiente.  Para as entidades indígenas, Dom e Bruno são vítimas de um crime político.

A APIB também apresentou denúncia na Comissão Europeia para tentar criar barreiras para commodities produzidas de forma criminosa no território brasileiro, principalmente, por meio da invasão de territórios indígenas.

“Denunciamos que a violência cometida contra Bruno e Dom é consequência de uma série de desmontes e da política anti-indígena do governo Bolsonaro, mas também é permitida pela falta de regulação deste comércio internacional”.

 

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