“Com escolaridade maior, a renda do trabalhador aumenta”

Ipea analisou dados da PNAD 2012 sobre o mercado de trabalho brasileiro.

:: Da redação7 de outubro de 2013 22:00

“Com escolaridade maior, a renda do trabalhador aumenta”

:: Da redação7 de outubro de 2013

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O IPEA constatou ainda que a oferta de mão de
obra qualificada vem aumentando continuamente

Rendimento médio real dos trabalhadores em alta e taxa de desemprego em baixa. Esses foram os componentes mais importantes da análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012 (PNAD). “O aumento da escolaridade foi o principal fator de expansão da renda do trabalho”, afirmou o presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE), Marcelo Neri, nesta segunda-feira (07).

Segundo Neri, embora a escolaridade tenha relação direta com melhoria nos ganhos dos trabalhadores, o mercado brasileiro ainda tem vagas para pessoas com menos anos de estudo. Ele citou o exemplo das empregadas domésticas e dos trabalhadores da construção civil.

“A PNAD 2012 mostrou que o rendimento médio real cresceu 6,3%, sendo que o Nordeste apresentou o maior aumento, de 8,7%”, informou o coordenador da área de trabalho e renda do Ipea, Gabriel Ulyssea, que também apresentou dados da pesquisa na coletiva. A taxa de desemprego voltou a cair e atingiu seu menor nível nos últimos 17 anos.

Mão de obra qualificada
A partir dos dados da Pnad, o Comunicado constatou ainda que a oferta de mão de obra qualificada vem aumentando continuamente, especialmente na última década, e o custo relativo dessa mão de obra vem caindo, o que contraria a tese da escassez de trabalhadores com qualificação no Brasil.

Apesar de a indústria ter perdido espaço no total de ocupações a partir de 2008, os resultados mostram também que os números de trabalhadores formais no setor seguiram crescendo substancialmente. A redução no total de vagas na indústria ocorreu por causa da queda do emprego informal (sem carteira assinada).

Além disso, a tendência de redução da participação da indústria no emprego tem sido mais intensa em países altamente desenvolvidos, tal como EUA e Alemanha. O Brasil tem hoje o mesmo percentual de emprego na indústria que a Alemanha (em torno de 21%) e maior que os EUA (15%). “Esses dados trazem novas evidências para o debate e de certa forma relativizam a magnitude da desindustrialização no Brasil”, concluiu Ulyssea.

Com informações do Ipea
Foto: www.fieam.org.br

Leia o “Comunicado do Ipea nº 160 – Um retrato de duas décadas do mercado de trabalho brasileiro utilizando a Pnad”

 

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