Resistência

CPI da Previdência já reúne 42 assinaturas

A insatisfação geral da sociedade brasileira não está apenas provocando "inquietação", mas também levando parlamentares a assinar o pedido de CPI da Previdência Social
:: Giselle Chassot9 de março de 2017 12:45

CPI da Previdência já reúne 42 assinaturas

:: Giselle Chassot9 de março de 2017

“A Reforma da Previdência provocou rebuliço e inquietação na base”, resumiu o recém indicado  líder da Maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES).  É na Câmara que a proposta tramita neste momento. Uma Comissão Especial foi instalada para analisar a proposta.  A insatisfação geral da sociedade brasileira não está apenas provocando “inquietação”, mas também levando parlamentares a assinar o pedido de CPI da Previdência Social.  É o primeiro degrau ladeira abaixo da Reforma.

A reforma da Previdência de Temer conseguiu desagradar gregos e troianos.  A proposta de pedido para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)  no Senado para investigar as contas da Previdência Social reúne assinaturas não só de parlamentares da oposição, quanto da base aliada e até de aliados até então fiéis do presidente Michel Temer. Já são 42 assinaturas.  Entre os nomes que assinaram o pedido estão a neopeemedebista Marta Suplicy (SP), e a aguerrida oposição aos governos petistas representada por Ronaldo Caiado (DEM-GO),  Álvaro Dias (PV-PR), Ana Amélia ( PPS- RS) e Magno  Malta (PR-ES).

A mobilização das mulheres, nessa terça-feira (8) contribuiu e muito para o rebuliço entre os parlamentares. A percepção de que a reforma não será facilmente deglutida pela sociedade tornou-se evidente pela reação protagonizada pelas principais atingidas pela proposta de desmonte das aposentadorias e pensões. A petição eletrônica do Avaaz.org contra a reforma já reúne 13.778 assinaturas . O objetivo de chegar a 20 mil deve ser facilmente atingido.

O senador Paulo Paim (PT-RS) que  capitaneia o movimento pela CPI e contrário à Reforma diz que a investigação é fundamental para mostrar a real situação das contas da Previdência Social e aferir de quem é a responsabilidade por buracos na contabilidade do sistema. Entidades ligadas à auditoria fiscal apontam R$ 400 bilhões em dívidas que precisam ser cobradas dos empresários. “Se pegarmos os grandes devedores, aí se comprovará, mais uma vez, que não há déficit na Previdência, mas superávit. Esse discurso falso do governo golpista não se sustenta”, diz o senador.

Para reforçar as deserções à Reforma, a estratégia de Paim e aliados é ir até a casa dos deputados e senadores que ainda apoiam a Reforma para mostrar que as urnas em 2018 serão vingativas contra quem está contra os trabalhadores e trabalhadoras. “Temos que mostrar que há deputados e senadores vendilhões do País”, alertou o senador.

Imagem: Gabinete Paulo Paim

Reprodução autorizada mediante citação do site PT no Senado

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