Depósitos em poupança superam saques em R$ 1,8 bi em fevereiro

:: Da redação10 de março de 2014 21:26

Depósitos em poupança superam saques em R$ 1,8 bi em fevereiro

:: Da redação10 de março de 2014

Alta da renda com segurança e
facilidade de acesso às contas mantêm
saldo positivo da poupança há dois anos seguidos 

A caderneta de poupança marca o 24º mês seguido com captação líquida (diferença entre os valores de depósitos e de retiradas) de recursos. Os depósitos superaram os saques em R$ 1,859 bilhão em fevereiro. No ano, o saldo de captação é positivo em R$ 3,603 bilhões, o que mostra a confiança do brasileiro no investimento, considerado o mais seguro, mais tradicional e de mais fácil operacionalização  – ingredientes que conquistam especialmente o público da nova classe média e os investidores mais conservadores.

A captação líquida registrou o segundo melhor resultado para meses de fevereiro, só perdendo para o ano passado, quando foram extremamente positivos. Os resultados do mês passado podem não ser tão animadores quanto os de fevereiro de 2013,  quando os  ingressos tinham somado R$ 2,32 bilhões. Mas também não foram tão ruins quanto se esperava no início do mês, quando os saques chegaram a superar os depósitos.O resultado positivo no mês foi construído com ingresso líquido de R$ 3,5 bilhões no dia 28. Nos últimos 24 meses de captação líquida, os ingressos totalizam R$ 124,785 bilhões.

Em 2013 a captação líquida foi recorde, somando R$ 71,047 bilhões, sendo que apenas no mês de dezembro os ingressos líquidos foram de R$ 11,201 bilhões.
Considerando o rendimento de R$ 3,453 bilhões registrado no período, o patrimônio total da poupança subiu a R$ 608,108 bilhões no mês passado. Os bancos que aplicam recursos da caderneta em crédito imobiliário mostraram captação líquida de R$ 1,924 bilhão no mês passado (SBPE). Já as instituições que destinam os recursos para o crédito rural registram saída líquida de R$ 65,6 milhões (SBPR). 

Remuneração
Desde o fim de agosto do ano passado, a poupança voltou a ser remunerada pela “fórmula antiga” de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR), que é um índice variável. Quando a taxa Selic (taxa básica de juros da economia) está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a TR. Essa fórmula está em vigor desde agosto do ano passado, quando a Selic foi reajustada para 9% ao ano. 

A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para  todos os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Vale lembrar que as cadernetas de poupança são isentas de impostos e, sobre os depósitos, não é cobrada qualquer taxa de administração, como ocorre como os fundos de investimentos – que os especialistas gostam de dizer que são mais rentáveis.

Além disso, há garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para os depósitos de até R$ 250 mil reais. O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência. Os fundos de investimentos não têm essa âncora.

Giselle Chassot, com informações do Banco Central e das agências de notícias 

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